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Gerente de banco sequestrado tem explosivos presos ao corpo

Casos tem se tornado recorrente em Minas Gerais nos últimos meses

TERRA

25 de Janeiro de 2018 às 14:14

Gerente de banco sequestrado tem explosivos presos ao corpo

FOTO: (Divulgação)

Um funcionário do banco Itaú viveu momentos de terror desde a noite desta quarta-feira (24) até a manhã de hoje. É que, além de ser sequestrado, o gerente da instituição financeira da cidade de Nova Serrana teve explosivos amarrados ao corpo durante uma tentativa de assalto a banco.

 

De acordo com a polícia, parentes do funcionário registraram seu desaparecimento depois do expediente. Ao chegar para trabalhar na manhã desta quinta-feira (25), ele estava com explosivos presos na cintura. Militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) isolaram a área e conseguiram desarmar o artefato e nenhuma quantia foi levada.

 

A vítima explicou aos policiais que foi levada quando estava chegando à sua casa quando foi levada pelo grupo. Cerca de oito homens o mantiveram em cárcere até a manhã de hoje numa casa na zona rural de Nova Serrana.

 

Ele foi liberado e ameaçado ser explodido pelos criminosos caso falasse alguma coisa. No entanto, como a família do gerente já havia denunciado seu desaparecimento, policiais ficaram aguardando na porta do banco a sua chegada. Eles desconfiaram do comportamento do funcionário e o abordaram. Um dos bandidos que o seguia conseguiu fugir depois de ver a polícia na agência. Até o momento ninguém foi preso.

 

Outros assaltos com sequestro de funcionários

 

Em outubro do ano passado uma gerente da Caixa Econômica Federal do município de Campestre, no Sul de Minas Gerais, foi feita refém de bandidos que planejavam assaltar a agência em que ela trabalhava. Ela e seu marido foram levados pelos sequestradores durante a noite e foram mantidos em poder dos criminosos até a manhã seguinte.

 

A funcionária do banco foi levada até o banco para tirar o dinheiro do cofre e entregar aos sequestradores. Seu marido permaneceu com o bando e foi liberado depois que a Polícia Militar conseguiu negociar a rendição dos sequestradores que acompanham a mulher. Nenhum valor foi levado e dois integrantes do grupo foram presos. Outros dois conseguiram fugir.

 

Um mês depois, na cidade de Nanuque, os bandidos conseguiram levar todo o dinheiro do cofre da agência bancária da cidade numa ação semelhante. Eles sequestraram o gerente do banco na noite anterior e durante o dia fizeram reféns os funcionários da instituição que chegavam para trabalhar. Explosivos foram amarados ao corpo do gerente, que foi liberado depois que o bando conseguiu fugir. Só não foram levados moedas e cheques.

 

A PM até chegou o local depois de uma denúncia anônima, mas foram informados por uma funcionária que não estava havendo nenhum assalto. Desconfiados, os militares cercaram o banco e fizeram bloqueios nas saídas da cidade, mas ninguém foi preso.

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