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CONSTRANGIMENTO: Aluna de colégio militar denuncia que ela e colegas passaram por revista íntima

A ação aconteceu na última sexta-feira (18), após uma denúncia de que os adolescentes estariam envolvidos com tráfico de drogas.

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22 de Outubro de 2019 às 17:11

CONSTRANGIMENTO: Aluna de colégio militar denuncia que ela e colegas passaram por revista íntima

FOTO: (Divulgação)

Uma estudante do Colégio Militar João Augusto Perillo, em Goiás, denuncia que ela e outros colegas foram obrigados a passar por uma revista íntima nos banheiros da escola. A ação aconteceu na última sexta-feira (18), após uma denúncia de que os adolescentes estariam envolvidos com tráfico de drogas.

 

Apenas uma das salas, do 9º ano, passou pela revista. Os 40 alunos, que têm entre 14 e 15 anos, foram obrigados a ficarem nus no ambiente escolar. Alguns deles não querem mais voltar para a escola.

 

“Tinha uma policial no banheiro feminino e um policial no masculino. A gente tinha que tirar a roupa, abaixar cinco vezes. Eu mesmo sou uma das alunas que não quer ir para a escola pela vergonha que eu passei”, relata a estudante ao Jornal Anhanguera.

 

A revista íntima não foi acompanhada por nenhum dos pais dos jovens, e nem pelo Conselho Tutelar. Ao saberem da situação, os pais foram até o colégio, onde receberam a explicação sobre a denúncia de tráfico.

 

“Se coloca uma criança nua, despida, na presença de adultos e sem a presença de pai ou responsável? Isso é violação, é abuso de poder”, argumenta uma das mães.

 

O Conselho Tutelar encaminhou a denúncia dos pais ao Ministério Público, que vai definir se a revista contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente. Para o conselheiro Dionísio Teodoro dos Santos, os direitos dos alunos foram violados:

 

“Eles porem crianças e adolescentes em situação vexatória, de constrangimento, isso é crime.”

 

O Comando da Polícia Militar diz que vai fazer uma investigação antes de tomar qualquer providência sobre o incidente. Já a Secretaria Estadual da Educação de Goiás afirma está ciente do ocorrido e já acionou a Superintendência Escolar para acompanhar o caso.

 

O Governo do Estado de Goiás determinou, nesta terça-feira, a suspensão do diretor e de outros dois policiais que trabalhavam no colégio.

 

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