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MOMENTO LÍTERO CULTURAL

POR SELMO VASCONCELLOS

19 de Fevereiro de 2019 às 14:55

 

 

 

 

MÁRCIA GUIMARÃES  – ENTREVISTA Nº 704


Nasceu em 27 de Junho de 1964, em Aracaju, no estado de Sergipe- Brasil, vive e trabalha em Aracaju. Formada em Educação Física . Em artes é  autodidata. Quando  criança, ela estava sempre  em contato com o universo artístico. A sua pintura mostra a sua poesia.
A sua primeira exposição individual em 1996 na Galeria Álvaro Santos em Aracaju-SE e, desde então, participou de diversas  exposições individuais e coletivas em âmbito nacional e internacional . A sua iconografia é caracterizada por uma forte influência surrealista ,é marcada por dicotomias  em que coexistem sonhos e realidades , ingenuidade e  provocação que fazem parte da mesma tela.

 Membro da diretoria da casa do Poeta Aracaju (2006)
Membro fundadora  da Academia de Letras de Aracaju(2015),detentora da cadeira numero 8. Como escritora, publicou os volumes " Âmago ( 2002) ", " Volúpia "( 2008) e " Inquietudes(2015) , todos de  pinturas e poesias .

Entre as exposições individuais destaque para  Clamore – Palazzo Veneziano di Malborghetto- Itália ( 2002) sua primeira individual no exterior.

2015  Embaixada do Brasil em Viena  no “ Festival do Brasil na  Áustria” o qual  participou também os dois anos seguintes sendo que em 2016 em Graz- Áustria e 2017  em Gmünd-Áustria/no Alte Burg ( século XIII).  Nuremberg- Alemanha- CONNECT( junho/2016). Women´s Art International Women day- New York ( 2014).

 

RECEBENDO ALGUNS PRÊMIOS EM LITERATURA E ARTES PLÁSTICAS:

1986  – Menção Honrosa 1º Concurso de Poesia de Campos de Jordão / SP.

2004    – 4º lugar no 3º prêmio Artez de Literatura em São Paulo / SP.

2004  – Riconoscimento di Merito - Al premio “Poesia Prosa de Arti Figurative” – Academia Iternazionale IL Convivio – Castiglione di Sicilia - Itália.

Participação nas antologias “IL Convívio 2004 e 2006 – Castiglione di Sicilia - Itália.

  1981 -  Honra ao Mérito, Concurso de Cartazes no Estado São Paulo.

  1995 -  Premio Especial, IX Salão de Novos Artistas Aracaju – SE.

  1997 -  1o Premio no Concurso Marca da ‘ASAP’ (associação sergipana dos artistas plásticos).    

1998- Medalha de Bronze no 2º Salão Brasileiro Virtual de Artes Plásticas.

  2002 -  Homenagem ao Talento Sergipano – UNIMED/SE

  2003 -  Homenagem ao Talento Sergipano – UNIMED/SE.

2015 - Premio “O Capital 2015”  –  editora O Capital – Aracaju / SE.

 

Contato: marcia-guimaraes@outlook.com

                                           @marciaguimaraesfineart

 

SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de literatura e artes plásticas?

MÁRCIA GUIMARÃES - Além da literatura e artes plásticas, sou mãe, esposa e dona de casa .

 

SELMO VASCONCELLOS - Quando e como você descobriu sua vocação para à literatura e às artes plásticas?

MÁRCIA GUIMARÃES  – Desenho e pintura desde a infância pra mim o caderno de desenho e lápis de cor eram mágicos, ainda hoje quando sinto o cheiro do lápis de cera, guache e da  massa de modelar me vejo com seis anos de idade. Aos treze anos ganhei meu primeiro curso de pintura em telas na cidade vizinha ( Lins- SP)  a qual  eu morava ( Promissão- SP ) . Só na adolescência descobri a poesia e vi que “ tinha jeito pra coisa” quando minha professora d. Edna na oitava série do ginásio foi só elogios para meu caderno de redação e poesias .

 

SELMO VASCONCELLOS - Quais as figuras marcantes do universo da literatura e das artes plásticas que exerceram de certa forma influências em sua vida como poeta e artista plástica?

MÁRCIA GUIMARÃES  – Aos quatorze anos recebi um livro de Salvador Dali de um professor( não lembro o nome) de artes plásticas em São Paulo  após ele ter visto meus desenhos, a partir daí foi amor a primeira vista eu e Dali ( risos) .Depois me apaixonei por Magritte , Frida Kahlo e Caravaggio . Na literatura aos vinte anos não tinha muita coisa pra fazer então comecei a frequentar a biblioteca da cidade e me apaixonei por Carlos Drummond de Andrade e vi que a poesia não precisava rimar e sim ter musicalidade. Depois vieram Fernando Pessoa , Florbela Espanca, Rainer Maria Rilke e vários outros .

 

SELMO VASCONCELLOS - Onde e quando  você expos seus trabalhos literários e artísticos dentro e fora do país?

MÁRCIA GUIMARÃES  – Em 1996 fiz minha primeira exposição  aqui em Aracaju- SE e desde então não parei mais, foram varias individuais e coletivas no Brasil e exterior . Em 2002 fiz minha primeira individual e lançamento de meu livro Âmago na Itália em Malborghetto . Participei por três anos consecutivos  do Festival Cultural do Brasil  na Áustria em 2015,2016 e 2017 em coletiva de artes plásticas, mesa literária, oficia de artes e lançamento do meu livro Inquietudes .

 

SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz (es) de produzir poesia e a arte de pintar?

MÁRCIA GUIMARÃES  – O que me inspira é o sentimento humano , me aproprio dos sentimentos alheios e faço deles minhas historias transformando-os em poesias sejam elas escritas ou faladas . A criança é um motivo recorrente em minha arte, sua fragilidade e inocência me encantam .

 

SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para novos poetas e artistas plásticos?

MÁRCIA GUIMARÃES  – Treine o seu olhar, se coloque no lugar do outro e sinta seus sentimentos. Seja sincero em sua arte, acredite em sua arte e nunca desista dela.

 

SELMO VASCONCELLOS - Qual é o seu grande objetivo?

MÁRCIA GUIMARÃES  – Tocar a alma das pessoas com minha arte e ser reconhecida por ela .

 

SELMO VASCONCELLOS - Fale um pouco sobre os seus atuais projetos .

MÁRCIA GUIMARÃES  – Estou preparando algumas esculturas e pinturas para minha próxima exposição “ Silêncios gritados” ,ainda sem data marcada .Continuo escrevendo algumas poesias mas sem pretensão de publica-las por enquanto .

 

SELMO VASCONCELLOS - Quais os seus livros publicados?

MÁRCIA GUIMARÃES – Tenho três livros de poesias e pinturas publicados, são eles : Âmago (2002), Volúpia (2008) e Inquietudes (2013), todos pela Editora O capital.

 

O quarto

 

Enquanto leio Rilke,

Um raio de sol

Desvirgina a janela.

A brisa sopra

E faz bailar a cortina de vual

Acarinhando meu rosto

Me tornando plena de Deus.

 

(16/06/2008)

*****

Inquietudes

 

Caminhei sobre cacos de cristais

Feito criança inocente.

Passei fome em banquetes reais.

Fiquei sem ar em vendavais.

Dancei como ancião de barbas longas com as aves,

Nas asas de uma paixão.

Nadei nua com as belugas

No profundo azul da imensidão.

Sofri, amei, sorri.

Cavalguei corcéis selvagens

Em noite de lua.

Colhi estrelas para serem só suas.

Recebi cacos moídos de ingratidão.

Cantei com o rouxinol do imperador.

Fui descartada feito flor que murchou.

Beijei sob a Aurora Boreal.

Dancei a dança da chuva que não veio.

 Sorri, amei, sofri.

E assim me vou,

 Em meus devaneios,

Com minhas inquietudes. 

(19/06/2011)

*****

Almas inquietantes

 

Inquieta-se minha alma

Ao chamado das súplicas sofridas do vento na janela.

É madrugada tenho como companheira a insônia.

Lembranças felizes enferrujam como

Enferrujam os cadeados jogados ao mar

Encarcerando um amor que se foi belo.

Deixando esse nó na garganta

Que sufoca e o ar não vem.

Passo a noite a ouvir os gemidos do vento

Procurando o sono que se foi como amante de

Almas inquietantes...

03/04/2012

 

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