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Antes das usinas do rio Madeira, investidores chegam a Porto Velho

Antes das usinas do rio Madeira, investidores chegam a Porto Velho

DA REDAÇÃO

3 de Dezembro de 2007 às 12:39

Antes das usinas do rio Madeira, investidores chegam a Porto Velho

FOTO: (Divulgação)

Cimento Votorantim, Atacadão, incorporadora Gafisa e outros empreendimentos vão se instalar na cidade
O Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira já está sendo considerado o quarto ciclo econômico de Rondônia, depois da ferrovia, da extração da borracha e do garimpo. De olho nesse potencial, grandes grupos industriais e comerciais já começaram a fincar suas bandeiras na região de Porto Velho, cidade desenhada pelo americano Percival Farquhar, o homem que ousou levar adiante a trágica e ambiciosa Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Entre as empresas que estão mexendo com a rotina da população estão Votorantim, Atacadão, Gafisa, C&A, Riachuelo e Grupo Ancar, entre outros. Além dos cerca de R$ 20 bilhões de investimentos nas duas hidrelétricas (Santo Antonio e Jirau), o Grupo Votorantim já comprou terreno na região para construir uma fábrica de cimento no ano que vem, segundo a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero). A expectativa é que a unidade, de cerca de R$ 300 milhões, produza 1 milhão de toneladas de cimento ao ano e atenda à demanda do Complexo do Madeira, que vai gerar 6.450 MW de energia para o País. Outro mercado que será suprido pela empresa é o setor imobiliário, que vive boom de construção em todo o Estado. Hoje há cerca de 29 prédios entre 3 e 24 andares sendo levantados, além de 21 condomínios e conjuntos habitacionais, segundo dados do Conselho Regional de Engenharia de Rondônia (Crea-RO). Para o presidente da entidade, Geraldo Sena, isso representa 184 mil m² de construção em todas classes de consumo. A grande maioria dos empreendimentos está em Porto Velho, onde a verticalização já é visível. Há construção de prédios espalhada por todo o município. A onda de progresso chamou a atenção inclusive da paulista Gafisa que fez uma joint venture com a GM Engenharia, confirmou o presidente da Fiero, Euzébio André Guareschi, dono da construtora local. Ele comenta que a parceria vai resultar na construção de 4 mil unidade nos próximos quatro anos, contando a partir do ano que vem. Nesse setor, há rumores de que a próxima a desembarcar na cidade é a Tecnisa. Outro símbolo do desenvolvimento é a construção de dois shoppings centers na capital, a serem inaugurados em 2008, comenta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas e diretor do Sebrae, Osvino Juraszek. O Porto Velho Shopping, do grupo Ancar, e o Porto Madeira Shopping, do grupo Planco, estão sendo aguardados com ansiedade pela população, que hoje só conta com comércio de rua na cidade. Os dois empreendimentos terão algumas salas de cinemas, lojas âncoras, como C&A e Riachuelo, grifes famosas e hipermercados, além de outros serviços. Em breve, a população também passará a contar com uma unidade do Atacadão, do grupo francês Carrefour. Os empresários da cidade garantem que a empresa comprou um terreno para a construção de um hipermercado em Porto Velho. A empresa não confirma a aquisição. Segundo o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), Flaézio Lima, a empresa teria comprado o terreno pelo dobro do preço. "Os preços estão subindo bastante na cidade. Acho que depois do leilão da usina de Santo Antônio a procura por locais deve aumentar ainda mais. Tem muita gente aguardando a concessão", diz Lima. Hoje o preço de um apartamento em Porto Velho está em torno de R$ 2 mil o m². Ou seja, um imóvel de 70 m² custa em torno de R$ 140 mil - próximo aos valores cobrados em São Paulo. Com os negócios pipocando na cidade, os empresários estão preocupados com a oferta de mão-de-obra. Segundo dados das entidades do Estado, Porto Velho tem cerca de 30 mil desempregados, de baixa qualificação profissional. A construção das duas usinas vai criar cerca de 20 mil empregos diretos e a expectativa é absorver a mão-de-obra local. Por isso, a Fiero, em parceria com o Senai, tem treinado em torno de duas mil pessoas para a construção civil. Em 2008, espera-se qualificar mais 3 mil trabalhadores.

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