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Comandante de operações dos Bombeiros reclama da falta de hidrantes na capital e esclarece sinistro - Confira Vídeo

Segundo Coronel Nunes já foi solicitado a implantação dos hidrantes para os órgãos públicos responsáveis, assim também como um projeto esta sendo elaborado para que essa deficiência seja sanada.

DA REDAÇÃO

1 de Março de 2010 às 15:41

Comandante de operações dos Bombeiros reclama da falta de hidrantes na capital e esclarece sinistro - Confira Vídeo

FOTO: (Divulgação)

O incêndio que aconteceu em Porto Velho na noite de sábado (27) levantou uma série de questionamentos da comunidade portovelhense sobre a capacidade estrutural e técnica do Corpo de Bombeiros em situações de grande perigo como a que aconteceu.
 
O sinistro começou por volta das 20h00 em uma loja de colchões na rua Dom Pedro II e de acordo com informações recebidas pela equipe do Rondoniaovivo.com ainda havia focos de fogo às 04h00 da madrugada de domingo (28).
 
Muito leitores do Rondoniaovivo.com enviaram e-mails dizendo que no momento do incêndio não se sentiram totalmente protegidos com a operação dos bombeiros, pois vizinhos do local chegaram a tirar alguns dos seus pertences de dentro de casa e ficaram na rua durante toda a madrugada com medo do fogo se alastrar no quarteirão.
 
Na manhã desta segunda-feira (1) o comandante da operação que combateu o fogo no sábado, Coronel Ronaldo Nunes Pereira, disse que o Corpo de Bombeiros de Porto Velho está preparado para atender ocorrências de grande risco, porém a demora para conter o fogo aconteceu pelo local estar cheio de produtos inflamáveis.
 
“O local que pegou fogo era uma loja repleta de colchões e por esse motivo tivemos que tomar uma certa precaução com o local, para que justamente o fogo não tomasse as casas ao lado”, afirmou o Coronel Nunes.
 
Falta de Hidrantes
 
Outro ponto tocado por testemunhas que presenciaram o incêndio foi que o maquinário utilizado não era suficiente para conter o fogo de forma eficaz e que os bombeiros só conseguiram apagar as chamas com uma ajuda de um caminhão da CAERD (Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia) que dava suporte para levar água para o local. De acordo com o Coronel Nunes houve uma ajuda da Caerd para conter o fogo, porém o motivo foi que não existem hidrantes em Porto Velho e por isso os caminhões teriam que sair do local do incêndio e seguir até uma base para carregar os reservatórios de água.
 
“No momento do fogo tivemos que solicitar o apoio da Caerd e do Deosp (Departamento de Obras e Serviços Públicos), pois a falta de hidrantes na capital iria nos obrigar a deslocar nossos caminhões até a sede da Caerd para encher de água”, disse o Coronel Nunes.
 
Segundo o Coronel já foi solicitado a implantação dos hidrantes para os órgãos públicos responsáveis, assim também como um projeto esta sendo elaborado para que essa deficiência seja sanada.
 
“Uma cidade como Porto Velho precisa ter no mínimo 70 hidrantes espalhados por todo perímetro urbano, esperamos que com o dinheiro investido em Porto Velho através do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) ajude na implantação desses hidrantes”, afirmou o Coronel.
 
O efetivo
 
Segundo o Coronel o efetivo do Corpo de Bombeiros é suficiente para atender a comunidade, porém a corporação já está estudando uma nova proposta de concurso público em 2010 para ampliar o número de bombeiros.
 

“É claro que o Corpo de Bombeiros da capital sempre visa ampliar o seu efetivo, estamos formando uma nova turma e também iremos ampliar as nossas bases em todo o estado de Rondônia”, concluiu o Coronel.

 

De acordo com o Coronel ainda não é possível realizar um levantamento especifico do quantitativo de novos bombeiros que serão disponibilizados para Porto Velho.
 
A Coletiva
 
No final da manhã desta segunda-feira (1), o Capitão Nivaldo Azevedo Ferreira concedeu uma entrevista coletiva para a imprensa e passou informações sobre o incêndio.
 
De acordo com o Capitão, o motivo do incêndio ainda não foi descoberto, mas o prazo para o relatório pode sair entre10 há 15 dias. Nivaldo reiterou ainda a falta de hidrantes na capital que dificultou o trabalho dos bombeiros.
 
“Estamos trabalhando para descobrir as causas do incêndio, contamos com o apoio da perícia e os demais órgãos de investigações”, concluiu o Capitão Nivaldo.
 

 

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