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ESPAÇO ALTERNATIVO: Hoje tem observação pública com o grupo de astronomia da Unir

Vale destacar que o evento será acessível às pessoas surdas, pois o CAR conta com um integrante que é fluente em Libras

ASSESSORIA

12 de Julho de 2019 às 11:18

ESPAÇO ALTERNATIVO: Hoje tem observação pública com o grupo de astronomia da Unir

FOTO: (Divulgação)

 

Nesta sexta-feira, a partir das 19h acontece a Observação Pública organizada pelo grupo de astronomia da Unir e o Clube de  de Astronomia de Rondônia (CAR). Vale destacar que o evento será acessível às pessoas surdas, pois o CAR conta com um integrante que é fluente em Libras, portanto apto a repassar as informações para esse público específico.



Nesse dia, o público terá a oportunidade de entender melhor o trabalho do grupo através de exposição e atividades práticas de observação lunar, planetária e de Smartscópio. Na ocasião, também serão expostos ao público os telescópios, amostras de meteoritos coletados em pesquisas, amostras de astrofotografia – fotografias de astros, estrelas, entre outras, produzidas por eles próprios e uma mostra de trabalhos com smartscópio.



O smartscópio é um microscópio produzido dentro da UNIR com baixo custo em cooperação das professoras Gean Carla e Lorena Candice, do Departamento Acadêmico de Biologia, com o professor Ariel Adorno, do Departamento Acadêmico de Física.

 



Sobre o Programa de Astronomia da UNIR

 



 

 

 

O Programa de Astronomia da UNIR é coordenado pelo professor Ariel Adorno e vice coordenado pela professora Anailde Ferreira da Silva, ambos do departamento Acadêmico de Física do campus de Porto Velho. O grupo é composto pelos dois professores, além de quatro alunos bolsistas e quatro voluntários.



Em parceira com o Clube de Astronomia de Rondônia (CAR), a meta do programa é atender a todos os municípios do Estado, levando ciência com o mais alto nível institucional, pensando nas gerações futuras como o maior vetor de divulgação científica para as próximas gerações.



Este ano (2019) o projeto de extensão tornou-se Programa de Astronomia e passou a trabalhar com quatro linhas principais de estudo, que são a astronomia para o público infantil; a astronomia inclusiva para surdos; a astrofísica através de radiotelescópio; e a astrofotografia de alto desempenho. Além dessas áreas principais, o grupo promove também a astronomia como meio de divulgação científica no estado de Rondônia e Sul do Amazonas; e astronomia intercultural, em parceria com a UFAM, que faz uma investigação e comparação da astronomia indígena dos povos do sul do Amazônia com a astronomia científica padrão. Trabalhando nessas diferentes linhas, os pesquisadores pretendem atingir todos os públicos, de qualquer faixa etária, incluindo as pessoas com deficiência.



Segundo o professor Ariel Adorno, o objetivo principal do grupo é desmistificar informações incorretas sobre a astronomia e astrofísica, demonstrando cientificamente, porém de maneira simples para que todos entendam, a influência dessa ciência na vida das pessoas. “Estamos falando de um conhecimento tão antigo e mesmo assim é pouco cultivado pelas pessoas que é a astronomia”, comentou.

 

 

Astronomia para o público infantil



Atualmente, o Programa de Astronomia tem realizado atividades educativas em escolas de Porto Velho do ensino fundamental. São realizadas palestras sobre os temas relacionados à astronomia e, para alunos de ensino médio, conforme a disponibilidade, há também observação do céu noturno. Nesses eventos eles trabalham também com a exposição de banners de astrofotografias produzidas pelos integrantes do projeto e maquetes do sistema solar.



As atividades para o público infantil atendem crianças de 5 a 10 anos de idade, ensinando noções básicas da teoria e como a astronomia pode influenciar a vida das pessoas, conforme explica o acadêmico Daniel Soares Lopes, do 7º período de Física, que atua nessa linha de trabalho em uma escola da zona sul de Porto Velho. No fim dessa etapa do projeto, previsto para setembro, as crianças farão uma exposição dos trabalhos desenvolvidos nas oficinas.



O professor Ariel Adorno explica que em 2017 a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino básico incluiu o estudo de astronomia dentro do contexto de ciências para as crianças de 5 a 10 anos de idade. “A grande sacada do projeto é levar ciência de um modo inovador para essas crianças, de uma forma que elas entendam, e utilizando uma linguagem que elas dominam, no caso a tecnologia”, disse o professor.



Esse trabalho já está no segundo ano de execução em escolas públicas de Porto Velho, e quem tiver interesse em agendar uma palestra em escola ou outra instituição pode entrar em contato com os coordenadores do Programa de Astronomia por meio dos endereços abaixo, também usados pelo CAR para divulgação dos trabalhos:



astronomia@unir.br

https://www.instagram.com/clubedeastronomia_/ 

http://www.astronomia.unir.br/

https://www.facebook.com/carrondonia/

https://chat.whatsapp.com/1ad3sKsTh7RIgE2PSTx3h0 - grupo de Whatsapp para divulgação direta.

 



Astronomia inclusiva para surdos



A professora Anailde Silva é quem está à frente do trabalho com pessoas surdas. Ela diz que não é fluente em Libras, mas conta com o apoio do bolsista Matheus Malison, do 6º período de Física, que tem a incrível tarefa de interpretar a ciência astronômica para o público surdo.



Anailde afirma que a educação dos surdos precisa ser efetivamente inclusiva. Para isso, não basta apenas a presença do intérprete em sala de aula, é necessário utilizar outras ferramentas para que eles possam de fato aprender assuntos de diversas áreas do conhecimento como a Astronomia, por exemplo. A ideia é levar o tema da astronomia para os surdos por meio de atividades mais lúdicas com a exposição de maquetes e realização de palestras e oficinas.



Segundo a professora, nesta linha, o projeto atende cerca de 35 pessoas surdas em escolas estaduais da capital. Portanto, além de todo o trabalho do grupo para a popularização da ciência, temos também, nesse caso, a garantia de acessibilidade para pessoas surdas.

 



Astrofísica através de radiotelescópio



Nessa linha de trabalho estão o professor Ariel Adorno e o discente Jean Carlos Rodrigues de Souza, do 7º período de Física.



A proposta do radiotelescópio é ousada no sentido de se investir um baixo valor e obter excelentes resultados. O equipamento para captura de sinal eletromagnético foi construído pelos próprios pesquisadores da UNIR para detecção e reconhecimento de estrelas e galáxias distantes bem como sua composição química. “Isso é importante porque se você souber que material tem no universo, você consegue analisar, por exemplo, se existe possibilidade de vida ou como é a formação dessa estrela ou galáxia”, explicou o professor Adorno.



O acadêmico Jean Carlos lembra que a imagem recentemente divulgada na mídia sobre o buraco negro foi feita a partir de informações captadas por radiotelescópios. Assim, os dados coletados pelos pesquisadores da UNIR, através do radiotelescópio, são transformados em gráficos e as informações compartilhadas com pesquisadores de outras instituições para continuidade das pesquisas na área.

 



Astrofotografia de alto desempenho

 

 





A astrofotografia é a ramificação do trabalho do grupo, segundo o professor Adorno, que mais chama a atenção do público leigo. É um ramo da astronomia que se resume em fazer registros do céu. Em agosto de 2018 o grupo conseguiu fazer a primeira foto própria de uma galáxia fora da Via Láctea, a galáxia de Andrômeda.



De acordo com o professor, não é simples fazer fotos do céu, de astros, planetas, etc. “Há fotos que demoram de três a quatro dias para serem produzidas. Tem todo um estudo que dever ser feito para se chegar nessas fotos e às vezes as pessoas até acham os registros bonitos, mas não tem ideia do trabalho que temos para produzi-las”, disse explicando que a foto da Lua que o grupo expõe nos eventos, por exemplo, demorou duas horas para ficar pronta e é formada por cerca de 109 fotos que são reunidas e formam um mosaico final com a imagem.



Isso sem mencionar as condições que podem prejudicar a captura das imagens como a poluição luminosa das cidades, as chuvas, a fumaça e as nuvens. Tudo isso deve ser levado em consideração para se produzir astrofotografias e para driblar essas condições desfavoráveis os pesquisadores precisam se deslocar pelo menos 60 km de Porto Velho.



Quem tiver interesse em saber mais sobre astronomia, é só comparecer ao evento de Observação pública no espaço alternativo, nesta sexta-feira (12), às 19h.



*O CAR é registrado no CNPq e composto por pesquisadores da UNIR, Ifro, Fimca, UFCA, IFMT e UFMT.

*O CAR é coordenado pelo Professor Ariel Adorno da Fundação Universidade Federal de Rondônia.

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