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Assembleia acata relatório da CPP e afasta três deputados

Assembleia acata relatório da CPP e afasta três deputados

DA REDAÇÃO

12 de Março de 2014 às 14:52

Assembleia acata relatório da CPP e afasta três deputados

FOTO: (Divulgação)

Na manhã desta quarta-feira (12) a Assembleia Legislativa de Rondônia abriu sessão ordinária para apreciar e votar o relatório final da Comissão Parlamentar Processante (CPP), finalizado em dezembro do ano passado. Os deputados acataram o relatório da CPP e três deputados foram punidos com o afastamento.
O relatório final da Comissão defendeu o afastamento por seis meses dos deputados Ana da 8(PTdoB) e Adriano Boiadeiro (PRP) e afastamento por dois meses para o deputado Cláudio Carvalho (PT).A cada defesa do parlamentar que teve o prazo de 20 minutos, em seguida foi realizada a votação de forma aberta e nominal.
A sessão contou com a presença de 15 deputados estaduais. O primeiro a ser julgado foi Cláudio Carvalho, que obteve 14 votos favoráveis ao relatório final e um voto contrário. Portanto, fica afastado do cargo pelo prazo de dois meses.
Na votação de análise da punição do deputado Adriano Boiadeiro,14 deputados votaram sim pela punição, a perda de mandato por seis meses do parlamentar e demissão dos servidores.
Na sequência foi feita a votação em relação à punição da deputada Ana da 8 que recebeu 14 votos sim e uma abstenção. Assim fica decretado o afastamento do mandato pelo período de seis meses e exoneração de todo os servidores lotados no gabinete.
O deputado Jean Oliveira (PSDB), também citado na Operação, recebeu uma censura escrita por quebra de decoro parlamentar. 
Os deputados devem começar a cumprir a punição após a publicação da votação no Diário Oficial da Casa de Leis. Após o cumprimento regimental da matéria, dois suplentes devem ser convocados para ocupar a vaga da deputada Ana da 8 e Adriano Boiadeiro, que cumprem punição de afastamento acima de 120 dias. No caso do deputado Cláudio Carvalho, o gabinete ficará fechado. 
Defesa
O deputado Cláudio Carvalho (PT) optou por fazer sua própria defesa. Disse que agiu assim porque “nada foi comprovado contra a minha pessoa. O Ministério Público do Estado mandou arquivar a ação contra mim. O MP não teve dúvida ao pedir o arquivamento do processo. Entendo que aqui é julgamento político e é por isso que estou me defendendo porque não devo nada”.
Cláudio Carvalho disse que pesou sobre sua pessoa a nomeação de uma servidora que, a pedido, colocou em seu gabinete. “Essa servidora tinha sido contratada pela Assembleia Legislativa desde 2010. No meu gabinete, ela estava há dois meses. Não poderia imaginar que ela fosse se ausentar do trabalho. Vocês, deputados correm o mesmo risco de ter um servidor que não cumpre com suas obrigações”, defendeu-se.
Emocionado, Cláudio Carvalho falou que chegou a Porto Velho em 1988. Foi cobrador de ônibus e que seu maior patrimônio é político. Disse que quem tem que tirar o mandato é o eleitor, mas entende a decisão política. “Não aceito meu nome se enlamear por um crime que não cometi. Tenho visitado o interior do Estado constantemente e nunca fui achincalhado por ninguém. Tenho a minha vida limpa e honesta. Não sou bandido, não convivo com bandido e não sei quem é bandido. Portanto, peço a que todos os senhores deputados que analisem com carinho a minha situação. Mas qualquer que seja o resultado sairei daqui de cabeça erguida”, completou.
Ao fazer a sua defesa em plenário, o deputado Adriano Boiadeiro disse: “Não fiz nada de errado. Se o Alberto Ferreira de Siqueira, o Beto Baba, fez algo errado, ele quem deve ser punido, não eu”.
Segundo Boiadeiro, “quebraram todos os meus sigilos, fuçaram a minha vida e não teve nada encontrado. Em minha defesa, eu trouxe lá na Comissão oito testemunhas sérias, que me conhecem há anos. Sou uma pessoa simples e tenho muitos amigos, não sou bandido e não me junto com bandidos”, encerrou.
O advogado da deputada Ana da 8, Gustavo Marsola, ao defender a parlamentar falou que toda a defesa de sua cliente foi feita com base em fatos. Afirmou que está frustrado porque não foram observadas as provas, sendo que estão lidando com outras vidas também, que é o caso dos funcionários do gabinete. Disse ainda, que se o julgamento é político é preciso levar em conta a verdade dos fatos, sendo que o inquérito tramita na Polícia Federal desde 2011, e não foi feito nada, porque não havia provas. “Não houve fatos novos. O documento original, em dois anos, nunca apareceu porque não existe”, afirmou.
Falou ainda que o laudo foi exposto para a Comissão Processante. Em relação ao documento que diz que a deputada Ana da 8 promete o “mundo e o fundo”, do Cartório Godoy, a assinatura dela não bate, porque havia sido feita por extenso e não a rubrica que é o que consta no documento do inquérito, que ~e uma cópia. “Sei que existem deputados que acreditam na inocência da deputada Ana da 8, mas que se sentem na obrigação de dar uma resposta à sociedade. O povo quer um julgamento justo baseado em provas. Quanto vale a vida de uma pessoa?”, questionou.

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