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Sexta-Feira, 20 de Outubro de 2017


Sábado, 21 de Janeiro de 2012 às 23:10

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BANZEIRO BRAVO - Marco histórico com mais de 100 anos foi destruído e levado pelas águas do Rio Madeira

Escritor Mario de Andrade visita Marco Rondon em 1927. Apenas Vinte dias do bravo banzeiro sepultou 100 anos de história
Um dos mais importantes marcos históricos da delimitação territorial e fincado em meio a selva pelo sertanista Marechal Cândido Rondon, na época em que desbravava regiões inóspitas em tempos primórdios de Rondônia, não existe mais. Tragado em meio a detritos de terra, lama e sedimentos o totem com pouco mais de dois metros ruiu, se perdeu, levado pelas ondas do forte Banzeiro que hoje toma conta do rio.
O triste fim para um “obelisco” histórico já era uma pedra cantada há algum tempo quando o velho Rio Madeira desde a abertura de comportas da Usina de Santo Antônio começou a produzir marolas, o dito Banzeiros, e modificou a rotina das comunidades ribeirinhas e deu início a destruição dos barrancos. As águas batem com força e no ritmo provocam a erosão que vai provocando queda de terra e o desmoronamento acelerado das barrancas, levando arvores, mata e inclusive uma casa de uma antiga moradora (prestes a ruir).
Localizado a quase 40 metros do rio, o Marco Geográfico foi tragado pelas águas em pouco mais de 20 dias da abertura das comportas da UHE Santo Antônio. O marco centenário foi tragado por uma erosão extrema e muito rápida no “barranco adentro”.

Chamado de “Marco Rondon”, ele foi erguido em 1911, quando na época ainda era fronteira entre Amazonas e Mato Grosso, no passado antes do território do Guaporé, que acabou se transformando no Estado de Rondônia.

O Marco era de suma importância, pois delimitava a região e fronteira com entrepostos fiscais e territoriais. Localizado também próximo de Santo Antônio – que na época era município do Mato Grosso (MT) – servia para a divisão correta geopolítica quando o sertanista mapeava toda região.
Até alguns dias atrás era visítado por andarilhos, ribeirinhos, estudantes e acadêmicos de história. Marco ficava cerca de 40 metros da margem historica do Rio Madeira

EVOLUÇÃO DO DESMORONAMENTO
A chamada erosão fluvial causada pela mudança de comportamento do Rio Madeira, devido a abertura de comportas da Usina de Santo Antônio – negada pela assessoria de comunicação -, causando ondas antes nunca vistas – o chamado Banzeiros – está transformando de forma ameaçadora a vida dos ribeirinhos que moram nas encostas há muito tempo.
Com a agressividade das águas que vão deteriorando os barrancos, observa-se o avanço gradual do rio sobre as margens, devorando o que tem pela frente. O “Marco Rondon” até alguns meses atrás  era visível e aberto para visitações de andarilhos, pessoas comuns, estudantes e até acadêmicos de história que queriam conhecer um dos símbolos significativos da historia local, tombado como patrimônio histórico dentro das delimitações do sítio arqueológico da Madeira Mamoré.
Detritos, pedaços do “Marco Rondon” foram recuperados por uma força tarefa da UHE Santo Antônio em meio à lama provocada pelo rio. Sobre essa questão não houve manifestação do Ipham (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Que providências serão tomadas? Fica a questão à saber.

O rio continua avançando sobre as barrancas e parte da história de Rondônia já começou a ir rio abaixo.

VEJA VÍDEO DO MARCO RONDON DESTRUIDO APÓS SER RESGATADO DO "MADEIRÃO"

 

 

CONFIRA ABAIXO FOTOS DO MARCO RONDON APÓS SER RESGATADO DO "MADEIRÃO"

CLIQUE NAS IMAGENS ABAIXO PARA AMPLIAR.


Fonte: Rondoniaovivo / Marcos Souza

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