69 99981-5823 | 69 3229-8673

Logo Rondoniaovivo - Notícias, Classificados e Banco de Empregos de Rondônia

Sexta-Feira, 20 de Outubro de 2017


Terça-Feira, 07 de Junho de 2011 às 14:31

69 99353-3037 COMUNICAR ERRO

Empresa dos EUA vende amostras de sangue de índios rondonienses por US$ 85 na internet

A empresa norte-americana Coriel Cell Repositories, sediada em Camden Nova Jersey, mantém à venda em seu site amostras de sangue de índios brasileiros. Por módicos US$ 85 (R$ 134,13) uma pessoa de qualquer lugar do planeta pode comprar, sem sair de casa, amostras de linhagens de células e de DNA do sangue das etnias Karitiana, Suruí e Ianomâmi. Se tiver disposta a gastar mais, a pessoa pode também encomendar amostras de sangue de índios do Peru, Equador, México, Venezuela e de diversos outros países.
A oferta do sangue ocorre há mais de uma década. No ano 2005 o caso veio à tona. À época, a CPI da Biopirataria – que estava a pleno vapor – pediu explicações à Fundação Nacional do Índio (Funai). Num passe de mágica, a Funai anunciou ter acionado a Polícia Federal (PF) e o Itamaraty para solicitar ao governo dos EUA a suspensão da oferta de sangue no site da Coriel. Mércio Pereira da Silva, então presidente da Funai, anunciou no dia 13 de abril de 2005, ao depor da CPI, que todas as medidas haviam sido adotadas no sentido de coibir o comércio do sangue.
Seis anos se passaram da promessa da Funai. Atenta aos assuntos de interesse nacional, a Agência Amazônia foi conferir se, de fato, a Coriel Repositories havia suspendido a oferta de sangue dos índios brasileiros. Um novo susto: como há quatro anos, o sangue dos índios do Brasil e de outros países ainda é oferecido a quem se dispuser pagar US$ 85 (R$ 134,13) por amostra de célula e de DNA encomendados. Para adquirir as amostras basta o comprador clicar aqui e seguir todos os passos indicados pela Coriel.
Assunto é capa do NY Times
No Brasil os jornais e as autoridades silenciaram sobre o assunto. O mesmo não aconteceu no exterior. Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times destaca o assunto em primeira página, na edição do dia 20 de junho de 2007. Assinada por Larrry Rohter, correspondente do jornal no Brasil, destaca a polêmica envolvendo tribos indígenas da Amazônia e institutos de pesquisas estrangeiros que vendem sangue coletado dos nativos nos anos 70 e 90.
Líderes das etnias Karitiana, Suruí e Ianomâmi, escutados na reportagem, dizem não ter recebido um só centavo pela venda de seu material genético, vendido a US$ 85 cada amostra por uma
firma americana chamada Coriell Cell Repositories, uma entidade sem fins lucrativos baseada em Camden, Nova Jersey.
Segundo a reportagem, os índios estariam revoltados e que “na época que as amostras foram coletadas, tinham pouco ou nenhum entendimento do mundo exterior, muito menos de como funcionava a medicina Ocidental e a economia capitalista moderna”.
A reportagem mostra que o material, supostamente obtido sem o consentimento dos índios, foi coletado sem que as autoridades brasileiras soubessem que procedimentos científicos estavam sendo realizados nas tribos protegidos por lei federal. Clique no link a seguir para ler a reportagem In the Amazon, Giving Blood but Getting Nothing (Venda de sangue indígena no exterior ‘revolta tribos na Amazônia’).
O assunto saiu na primeira página e em duas páginas internas da seção Américas do jornal mais influente do mundo. Outros veículos internacionais, entre os quais a BBC Brasil também deram destaque ao assunto. De acordo com a agencia de notícia inglesa, a venda de sangue de índios revoltou as tribos brasileiras. A BBC faz, na verdade, uma pequena tradução da reportagem do The New York Times. Apesar da repercussão lá fora, pouco se fez para apurar o caso.
Até agora a medida de maior impacto partiu do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Ao analisar os autos do processo 2002.41.00.004037-0, o TRF, determinou o retorno imediato à Justiça Federal em Rondônia. A ação foi impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF) naquele Estado e pede R$ 500 mil de indenização de pesquisadores pela coleta ilegal de sangue de índios da etnia Karitiana. A continuidade do processo foi decidida por unanimidade pela 5ª Turma do TRF.
A ação do MPF cobra dos pesquisadores indenização por danos morais porque eles teriam feito a coleta de sangue sem autorização expressa dos indígenas e da Fundação Nacional do Índio (Funai). Também pede o ressarcimento por possíveis prejuízos causados aos indígenas pela suposta destinação que deram ao material colhido (o sangue). Atualmente, o caso retornou ao TRF. No dia 1º último a Procuradoria Regional da República pediu vista do processo.
Sem qualquer burocracia
A oferta do sangue dos índios brasileiros é escancarada. Ao ingressar no site da Coriel Cell Repositories o internauta, se conhecer um pouco do idioma inglês, não enfrentará muita burocracia para encomendas as células e do DNA de sua preferência. Nas páginas internas da Coriel, a pessoa escolhe as amostras, preenche um formulário e justifica seu pedido. Um dos requisitos para adquirir o sangue é se passar por pesquisador da área médica.
Em seguida, o cliente autoriza a compra (no cartão de crédito ou débito) e, por fim, envia seus dados por fax ou e-mail para a empresa nos Estados Unidos. Supõe-se que o endereço seja para o envio das amostras, já que a Coriel promete em seu site entregar os componentes de sangue dos índios brasileiros e de demais países em qualquer lugar do planeta.
Compra feita resta ao adquirente do sangue apenas esperar a encomenda. A Coriel Repositories garante a entrega do produto. A empresa, no entanto, faz uma ressalva: só “distribui”, ou melhor, vende por R$ 85, as culturas de pilhas e as amostras do DNA “à profissionais qualificadas que são associadas com as organizações de pesquisas médicas, educacionais, ou industriais”.
Empresa possui 1 milhão de amostras
A Coriel Repositories anuncia que possui quase 1 milhão de recipientes com sangue em seus bancos. De 1964 para cá, a empresa já comercializou 120 mil amostras de células e outras 100 mil de DNA de sangue. Esse volume de material foi espalhado a cientistas de quase 60 países. O laboratório exige do comprador apenas uma descrição de como o produto vai ser usado e um termo de garantia com detalhes dos termos e das condições de venda. Feito isso, as linhagens celulares e as amostras de DNA Karitiana são enviadas a quem as comprou.
As primeiras denúncias de coleta e venda de amostras de sangue dos índios de Rondônia surgiram em 1996. Um ano depois, a Câmara criou uma comissão externa para investigar esse e outros casos de biopirataria na Amazônia. Na época, constatou-se que era possível adquirir amostras de sangue pela internet de crianças, adolescentes, mulheres, homens e velhos das duas tribos brasileiras.
Dez anos depois, o sangue continua à venda no site da Coriell Cell. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso. Até agora, no então, não prendeu nenhum dos suspeitos de envolvimento no caso.
Confira aqui os tipos de sangue e células colocadas à venda pela empresa norte-americana.


Fonte: agenciaamazonia.com.br - CHICO ARAÚJO

Tag's: Rondoniaovivo,

GOSTOU DA MATÉRIA, COMPARTILHE COM SEUS AMIGOS E FAMILIARES:

69 99353-3037




PUBLICIDADE




Política | 19/10/2017 | 20:02
Em dois meses, Aécio ligou 33 vezes para Gilmar Mendes

Polícia | 19/10/2017 | 19:06
VÍDEO : Um morre e outro fica gravemente ferido em assalto a supermercado na capital

Política | 19/10/2017 | 17:46
Geddel será investigado no STF por apreensão de R$ 51 milhões

Política | 19/10/2017 | 17:36
Márcio Oliveira apoia e participa da Gincana Ecológica da Escola Rio Branco

Política | 19/10/2017 | 17:34
Deputados firmam compromisso e garantem recursos a Pimenta Bueno

Rondônia | 19/10/2017 | 17:27
CURTAS DO ANDREOLI: Acidentes da Duque de Caxias e a falta de ‘pracas’

Política | 19/10/2017 | 17:03
Em sessão, Alan Queiroz diz que determinação se estende há seis anos

Cultura | 19/10/2017 | 17:51
PORTO VELHO: Feira Sabor do Campo acontece nesta sexta-feira na Emater

Brasil | 19/10/2017 | 16:54
Com câncer terminal, Mister M recusa químio e faz ‘vaquinha’ para cirurgia

Capital | 19/10/2017 | 16:36
Prefeito diz que serão distribuídas 4 milhões de mudas em quatro anos

Concursos | 19/10/2017 | 16:23
CONCURSO: Correios prorrogam prazo de inscrições

Rondônia | 19/10/2017 | 15:53
No aniversário da Cred Casa quem ganha o presente é você.

Polícia | 19/10/2017 | 16:14
CORNO: Mulher é surrada após xingar marido em residência

Capital | 19/10/2017 | 16:03
MINHA CASA MINHA VIDA: Caixa define retomada das obras em Porto Velho

Brasil | 19/10/2017 | 15:52
Justiça mantém traficante Nem em presídio de Rondônia por mais um ano

Justiça | 19/10/2017 | 15:47
Justiça do Trabalho em Rondônia multa Camargo Corrêa por má-fé

Rondônia | 19/10/2017 | 15:41
Iperon convoca aposentados e pensionistas para recadastramento

Rondônia | 19/10/2017 | 15:28
Academia da Polícia Civil realiza aula inaugural para aprovados no concurso de 2014

Cultura | 19/10/2017 | 16:01
Inscrições abertas para a 2ª Semana da Diversidade Humana e Interculturalidade

Polícia | 19/10/2017 | 15:21
URGENTE: Polícia localiza veículos roubados da Prefeitura - Vídeo

Internacional | 19/10/2017 | 14:55
UE quer que Brasil elimine trabalho escravo como parte de acordo comercial

Brasil | 19/10/2017 | 14:57
Extração da piaçaba para vassouras cria dependência trabalhista no AM

Esportes | 19/10/2017 | 14:44
Projeto muda vida de jovens através do basquete