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Estado pode ficar sem combustíveis nos próximos dias por protesto de caminhoneiros

Terça-Feira, 06 de Agosto de 2013 / 17:14

A qualquer momento poderá ser iniciada uma paralisação no transporte de combustíveis que afetará todo Estado. A decisão foi tomada em assembléia geral extraordinária realizada com os motoristas das empresas de transportes de derivados de petróleo, segmento de carga perigosa, no último sábado (02), às 09:00, na sede do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (SINTTRAR), para debater sobre o monopólio no novo contrato da Petrobrás, que teria sido vencido pela empresa Cairu, que tem uma fábrica de bicicletas em Pimenta Bueno. A decisão da nova empresa, com o aval da Petrobrás é de excluir as demais empresas pequenas e autônomos que atualmente prestam serviços de transporte de combustíveis, com isso dezenas de trabalhadores e donos de caminhões tanques ficarão sem serviço.
Diante do desesperos desses trabalhadores, o presidente do SINTTRAR informou que irá solicitar uma posição da Petrobrás em relação à reivindicação da categoria, sendo que o Sindicato fará todos os esforços para evitar que a paralisação seja necessária; entretanto, se houver intransigência por parte da Petrobrás, uma paralisação por tempo indeterminado será inevitável, pois os motoristas dos caminhões tanques não aceitam de forma alguma serem abandonados à própria depois de anos de serviços prestados à Petrobrás.
No sistema de contratação anterior, que está vencendo, há muito tempo algumas empresas faziam o serviço de transporte para a Petrobrás, essas empresas contratam há mais de duas décadas os “agregados”. Estes agregados são quem transportam de fato para todos os endereços mais distantes no Estado e fora do Estado. Estes trabalhadores fichados e motoristas/donos de caminhão tanque fazem esse serviço desde a época que não havia estradas asfaltados. Agora essa outra empresa ganhou a última licitação praticando um preço muito abaixo do valor de mercado que as demais empresas praticavam. Da Silva questiona que "os preços já estavam defasados, essa empresa não tem caminhão para que se faça o transporte e ganha a licitação com um preço de 40% mais baixo?".
Vários trabalhadores manifestaram suas angústias e preocupações, como o motorista Edmilson, conhecido por 'Jacaré', que desabafou: "eles agora querem simplesmente descartar a gente, após mais de 20 anos nas estradas". O sindicato tem preocupação com estes pais de família que provavelmente irão ficar sem os seus postos de trabalho uma vez que, com a mudança de contrato, as empresas que tinham os “agregados” e fichados não irão mais contratar estes caminhões tanques. Os trabalhadores explanaram suas dificuldades e depois de muito debate ficou acordado com a Petrobrás, que enviará um representante do Rio de Janeiro, o início de um processo de negociação. Os trabalhadores querem que o processo licitatório, que desemprega toda uma categoria, seja revisto. Caso contrário uma paralisação nos próximos dias será inevitável.

Fonte: Ascom CUT

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