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PORTO VELHO - Porque a avenida MIGRANTES não é “IMIGRANTES” e outros logradouros – Por Ruzel Costa

Quinta-Feira, 30 de Julho de 2009 / 10:26

Gostaria, ou melhor, gostaríamos de saber quais são os critérios ou como são denominados os logradouros e prédios públicos de nossa cidade por parte do legislativo ou executivo.
 
Denominar ruas, praças, bairros, prédios públicos é tão importante quanto registrar uma criança, pois será seu referencial, seu endereço, enfim.
 
Acredito que o mais justo seria prestar homenagem aos vultos que realmente contribuíram de alguma forma para o crescimento, desenvolvimento social, econômico ou cultural ou então denominações regionais e não referenciar ou homenagear desconhecidos ou até mesmo ditadores que nada contribuíram com nossa história. Por incrível que pareça existe uma rua com o nome de Anastácio Somoza, no Conjunto Cohab zona sul de Porto Velho, CEP 76807-824, personagem que foi o maior ditador e matador da Nicarágua, permaneceu no poder por décadas. Lógico que seus moradores mereciam nome melhor.
 
Outro “ilustre” desconhecido dá nome a uma das principais vias localizada no centro da cidade, o problemático rapaz Rogério Weber morto em junho de 1970 em decorrência de acidente de moto na então rua Norte-Sul, antes denominada Major Guapindaia. É uma homenagem não ao playboy gaúcho e sim ao seu pai Carlos Aluysio Weber também gaúcho, que foi primeiro comandante do 5º Batalhão de Engenharia e Construção – 5º BEC. Um fato interessante nessa rua é de uma escola que já mudou de denominação três vezes. Quando cheguei a Porto Velho a Escola chamava-se Marechal Mallet, em homenagem ao militar francês Patrono da Artilharia do Exército Brasileiro depois passou a Vilagran Cabrita, homenageando o militar nascido na República da Cisplatina, atual Uruguai, Patrono da Arma de Engenharia e finalmente mudou para Carlos Aluysio Weber, o bom é que ficou tudo em família.  
 
Uma das correções que gostaria de fazer, refere-se à rua denominada Fernandez Rivero, homenagem ao portovelhense, que foi engenheiro mecânico da Centrais Elétricas de Rondônia – CERON,  localizada no bairro Agenor de Carvalho, Cep 76820-286 e não Fernando Rivero como aparece..

 Um dos maiores equívocos referente às vias de Porto Velho, esta na denominação da Avenida dos Imigrantes, nome que aparece na lista telefônica, mapas da cidade, propagandas, etc, cujo nome correto é Avenida dos MIGRANTES, projeto lei aprovado em 1984, sendo o autor o vereador João Paulo das Virgens Lima e sancionada pelo Prefeito Sebastião Valladares. VEJA ABAIXO:

  

Fac-Símile do P.L. que denominou avenida Costa e Silva como do MIGRANTES.

Recentemente, outra importante e tradicional via da capital a Avenida Rio Madeira teve sua denominação modificada para Prefeito Chiquilito Erse. Nada contra o nome, pelo contrário, o amazonense Francisco Chiquilito Erse foi um importante e carismático político do estado, merecedor de todas as honrarias, mas trocar o nome de uma rua tão conhecida pode causar danos e complicações aos seus moradores e comerciantes, tanto que a via pública continua sendo chamada de Rio Madeira.
 
Paira uma dúvida sobre a rua Abunã ou Joaquim Araújo Lima? Em 1971 a via passa a se chamar Engenheiro Joaquim Araújo Lima, em homenagem ao baiano ex-governador do Território Federal do Guaporé e autor do Hino de Rondônia, mas, em maio de 1999 a via volta a denominar-se Abunã.
 
Muitos projetos alterando  denominações das vias públicas foram aprovados e vários  nomes foram substituídos, esquecidos, como por exemplo: do ex-vereador e presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, nascido em Guajará-Mirim Joventino Ferreira Filho, do médico paulista Lourenço Pereira Lima, do comerciante amazonense Amorilo Gomes Amora de tradicional família e vários outros.
 
Tomara que na atual legislatura e no executivo não ocorram mudanças de denominações principalmente nas vias públicas, sem consulta aos moradores que são os maiores interessados.
 

Professor Ruzel Costa Leciona no Colégio Objetivo, Faculdade Faro, Escola Paulo Leal e Sebastiana Lima de Oliveira. - ruzelcosta@hotmail.com

 

 

Fonte: Ruzel Costa

6 Comentários Comentar Notícia

  • João B. de Lima31/07/2009 - Porto Velho

    Na minha opinião, não se justifica mudar os nomes das ruas como se fosse ums coisa qualquer. O nome de uma rua é tão importante que na minha opinião só deveria ser mudado quando fosse extinta. O

  • João Paulo das Virgens Lima31/07/2009 - Vilhena

    Muito oportuna a matéria do professor Ruzel Costa principalmente em relação as homenagens dos pioneiros que ajudaram a construir nossa Capita e nosso Estado de Rondônia.
    Uma das pessoas mais preocupada com o esquecimento da cidade pelos seus bravos pioneiros, foi nosso querido amigo João Leal Lobo, que quando teve oportunidade, através do seu loteamento Cidade do Lobo, prestou sua homenagem a todos aqueles que deram sua parcela de contribuição para Rondônia.
    Quanto a mudança de nomes de logradouros, que trazem grandes prejuízos aos comerciantes e termina sempre em uma grande confusão, nos já assim pensávamos quando no cargo de Edil.
    Mas para não fugir a regra do papel de vereador, fiz uma homenagem ao "atacado", mudando o nome de uma Rua que tinha levava o nome de um Ditador, (além do Bairro), prestando uma homenagem a todos aqueles que rumaram para o Norte e Oeste para construírem a Nova Fronteira.
    A escolha da antiga Avenida Costa e Silva foi por julgar que o ex-presidente ditador não merecia ser duplamente homenageado com o nome de um Bairro e de uma Avenida, que na verdade era a ligação do Sul com o Norte do Brasil, através das Brs. 364 e 319 que ligava Porto Velho a Manaus.
    Uma das maiores movimentações internas acontecidas no Brasil, se deu nos anos 70 e 80, onde milhares de pessoas buscaram em nossas plagas o Novo Eldorado.
    Entre as definições da migração temos a seguinte:
    "As migrações internas têm sido alvo de análise, não apenas como resultantes de eventuais desequilíbrios econômicos, sociais ou demográficos, mas, principalmente, como elementos da organização espacial de uma sociedade. A migração pode ser definida como mobilidade espacial da população".
    A todos aqueles que acreditaram e continuam acreditando no sonho de um dia melhor para si e sua familia, que abandonaram seu torrão natal e para Rondônia depositaram suas esperanças, suas forças e construíram e todo dia continuam a construir esta bela Capital e este rico Estado a minha eterna homenagem.
    Você Migrante tem seu nome gravado no dia a dia do nosso Estado.
    João Paulo das Virgens.

  • Joir Moreira da Silva30/07/2009 - Porto Velho - RO

    Na realidade a Av. Costa e Silva ou Migrante foi uma homenagem do Edil de plantão aos que aqui vieram dar a sua contribuição. Na realidade ela era para ser chamada de Av. dos Retirantes ou dos Emigrantes, porque a que foi colocada não condiz com a realidade da emigração de várias famílias que para estas plagas vieram dar a sua contribuição com o desenvolvimento. Imigrante, Migrante ou Emigrantes tem diferença. Quanto aos outros nomes, puts, me esqueci que a Av. Amazonas tem o nome de Av. Chico Mendes, que o Condomínio Fabiana Asfury, (ao lado do Colégio Objetivo) é homenagem à filha do gerente da Caixa Econômica que concedeu o empréstimo para construí-lo (salvo engano é viva). Que José Amador dos Reis era um pastor gaúcho, como Idalva Fraga que nunca vieram aqui, que Plácido de Castro não fez nada por Rondônia e por aí vai... Lembro-me em 1979, quando o Alcebíades Flávio da Silva estava numerando os prédios da Cidade de Porto Velho, ele ainda, à revelia da Câmara, nominou as ruas do Bairro Triangulo, depois com a ajuda das Vereadoras Maria da Graças e Elizabeth Badocha ele nominou as Ruas do Quatro de Janeiro dentre outras, e todos foram nomes regionais ou de músicos. Naquela época foi feito uma pesquisa com os moradores do conjunto e eles preferiram nomes de músicos ao dos políticos, e ainda homenageou a cidade onde Nasceu Aimorés – MG, com a importante Rua Aimorés no Bairro das Pedrinhas e assim vai...

  • Sávio de Jesus Gonçalves30/07/2009 - Porto Velho RO

    A matéria está muito interessante. Uma pergunta: por que não homenageamos D. Pedro I, que foi tão importante para a nossa História, mesmo com seus notórios defeitos, quanto seu filho D. Pedro II? Em tempo: o nome daquele ditador era SOMOZA e não SOMAZA.

  • Jeferson Italo Leite Gomes30/07/2009 - Porto Velho-RO

    e dificio saber aonde nois estamos para falar a verdade,,,
    nome das ruas são todos doido ..
    migrantes, imigrantes e agora costa e silva,, nao sabemos aonde estamos...aff
    só porto velho mesmo..

  • Martinho Lutero30/07/2009 - Porto Velho

    Boa matéria.

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