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Roraima - Homem que construiu avião em casa usava nome falso e era foragido de SP

Sábado, 09 de Agosto de 2008 / 08:34

Depois de ser notícia nacional no Fantástico por construir a réplica de um avião em cima de sua casa em Boa Vista, o autônomo que usava o nome falso de Cícero José de Oliveira, mas que na verdade se chama Sinval de Freitas Oliveira, 70, foi preso ontem por volta de meio-dia acusado de tentar matar o merendeiro João Freitas Barbosa, 55. Ao chegar no plantão do 1º Distrito, ele confessou ao delegado Alexsander Lopes a autoria de um assassinato no Estado de São Paulo. O delegado fez contato com a Polinter (Polícia Interestadual) de Boa Vista, que por sua vez também contatou a Polinter de São Paulo. Através do verdadeiro nome do acusado, descobriu-se que existiu um mandado de prisão, mas que em 2004 foi recolhido pela Justiça da Comarca de Itapecerica da Serra pelo fato de o crime que ocorreu em 1966 já ter sido prescrito após esses 40 anos. TENTATIVA – Segundo contou o merendeiro, a tentativa de homicídio ocorrida ontem foi por motivo fútil e só não ficou ferido porque lutou com o agressor, conseguiu se desvencilhar e correu para rua. “Enquanto segurava o braço dele para evitar que me esfaqueasse, o chapéu que o seu Cícero [Sinval] usava caiu e, quando ele se abaixou para pegar, eu corri”, disse. Ele mora na casa do acusado de favor há mais de um ano e sempre se deram bem. Ontem saiu para vender salgados e voltou por volta das 10 horas para deixar um peixe para o almoço e Sinval estava no local chapiscando o muro da casa. Quando saía, o acusado mandou que tirasse alguns pés de muda de coco que estavam escorados no muro e João respondeu que naquele momento não poderia, mas iria afastar para que fizesse o trabalho. Porém, segundo ele, o amigo não aceitou e o agarrou pelo braço e disse que “ia dar o que ele queria” (facada). Ele tirou a faca da cintura e tentou esfaquear a vítima, o que não aconteceu. João chegou a acionar a Polícia Militar e uma guarnição foi mandada ao local, mas não deteve o acusado que se escondeu dentro de uma casa na avenida Capitão Júlio Bezerra, no bairro São Francisco, próximo do local do desentendimento. Quando os policiais foram embora, Cícero ou Sinval saiu dizendo que iria pegar seu revólver para matar João. O merendeiro seguiu para o 1º Distrito e registrou ocorrência, alertando o delegado que o acusado, até então seu amigo, possuía um revólver e, em conversas anteriores, havia revelado que matara uma pessoa em São Paulo. Diante da narrativa, o delegado determinou que os policiais do Setor de Operação localizassem e prendessem o denunciado. Cícero ou Sinval foi encontrado em sua casa onde construiu a réplica de um avião. Sem oferecer resistência, foi levado ao DP. Os policiais ainda fizeram buscas dentro da casa e apreenderam um revólver calibre 38 municiado, ocasionando a prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. CONFISSÃO – Já no Distrito, ao ser confrontado pelo delegado Alexsander sobre a informação de que havia cometido um homicídio no passado, ele alegou que foi em uma briga. Ele também confessou o crime de falsidade ideológica por usar uma identidade tirada em Roraima em 1985 com o nome de Cícero e pode responder na Justiça por mais esse crime. Além da falsidade ideológica, Sinval poderia ser enquadrado nos crimes de tentativa de homicídio e posse ilegal de arma. O acusado foi flagranteado apenas pelo crime de posse ilegal de arma e, por se tratar de crime afiançável, arbitrou fiança de um salário mínimo por se tratar de um aposentado, e após pagamento seria posto em liberdade ontem mesmo. Quanto à acusação de tentativa de homicídio, disse que não ficou configurado. Já quanto ao provável crime de falsidade ideológica admitido pelo próprio acusado, o delegado também disse que não está configurado e que apreendeu a carteira de identidade e o CPF tirados com o nome de Cícero José de Oliveira e encaminhará para perícia no Instituto de Criminalística da Polícia Civil. Ficando comprovado, ele será indiciado. FANTÁSTICO – Cícero ou Sinval se tornou conhecido nacionalmente no ano passado depois que o repórter da TV Globo, Maurício Kubrusly, que fazia um quadro no Fantástico (Me Leva Brasil) fez uma matéria com ele por ter construído a réplica de um avião em cima de sua casa. A Folha tentou falar com o acusado para ouvir sua versão, mas ele disse que estava orientado por seu advogado para não dar declarações. Uma filha e o genro estiveram no Distrito e alegaram que a vítima não estava querendo sair da casa de Sinval onde morava de favor, o que teria gerado o desentendimento. Quanto ao crime em São Paulo, não quiseram comentar.

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