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Investir em saneamento básico é investir em saúde

POR VALDEMIR CALDAS

29 de Novembro de 2019 às 11:47

A carência de saneamento básico tem impacto direto na saúde das pessoas. A situação nacional é de verdadeira calamidade. Entre 2009 e 2018 três milhões de pessoas foram internadas por conta de doenças relacionadas à falta de saneamento básico. A região Norte tem a pior taxa de cobertura de saneamento básico. Enquanto a média nacional é de 65 internações por 100 mil habitantes, no Norte a taxa é de 110. De janeiro a março deste ano, foram mais de 32 mil internações em todo o país por doenças relacionadas à carência de saneamento básico. As crianças responderam por 40% das internações. Os dados são do Ministério da Saúde.

 

Em Porto Velho, por exemplo, o descaso do poder público, aliado ao processo migratório do campo, contribuíram para o aparecimento de bairros miseráveis, sem as mínimas condições de habitabilidade. Neles, vivem milhares e milhares de pessoas em estado de extrema penúria, um verdadeiro desastre urbano, onde as demandas sociais são sempre crescentes, e onde o poder público chega sempre atrasado. Isso quando chega.

 

Poucos são os administradores que gostam de investir em saneamento básico. Geralmente, as obras de saneamento são relegadas a um plano secundário, cedendo lugar para o asfalto “casca de ovo”, que não resiste à primeira chuva, ou, então, acabam dando espaço a ações de caráter puramente demagógico, que rendem na hora do voto mais dividendos eleitorais, em consequência de uma profunda distorção de ordem cultural.

 

Há, ainda, os que preferem inchar as repartições públicas com a contratação de parentes, aderentes e cabos eleitorais, elevando as folhas de pagamento aos píncaros, numa afronta inominável à legislação e aos órgãos de fiscalização e controle, ao invés de aplicarem os recursos arrecadados em obras e serviços de qualidade.

 

Investir em saneamento básico é investir em saúde. Se os governantes investissem mais em saneamento básicos teríamos menos pessoas doentes e, consequentemente, economizaríamos mais nas despesas com saúde.  Infelizmente, o que acontece no Brasil é exatamente o contrário, ou seja, como as obras de saneamento são quase sempre enterradas, sem nenhuma suntuosidade, não ficam expostas e não se prestam a inaugurações pomposas, com discursos enfadonho, característicos de políticos espertalhões, demagogos e hipócritas, não rendem votos, por isso são deixadas de lado, enquanto for possível usar o povo como massa de manobra para a conquista de interesses puramente eleitoreiros.

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