close
logorovivo2

ACORDA PORTO VELHO - Há algo de estranho no ar com dinheiro das compensações - Por Valdemir Caldas

A vereadora Ellis Regina (PC do B) jogou pesado, ao criticar o pagamento de quarenta mil reais pela perfuração de um poço artesiano. Lamentável, sob todos os aspectos, foram as respostas encontradas pelas autoridades. Beber, coitado, acabou emparedado.

DA REDAÇÃO

12 de Dezembro de 2009 às 09:19

ACORDA PORTO VELHO - Há algo de estranho no ar com dinheiro das compensações - Por Valdemir Caldas

FOTO: (Divulgação)

Há alguma coisa muita estranha envolvendo a aplicação do dinheiro das compensações oferecido pelos consórcios responsáveis pelas obras das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau. Terça-feira (08), o deputado estadual Tiziu Jidalias (PP) foi à tribuna da Assembléia Legislativa e denunciou o “sumiço” de setenta milhões de reais.
 
Embora se esteja pretendendo reduzir a denúncia a um desequilíbrio emocional do seu autor, a conduta de Jidalias deveria obrigar as autoridades judicantes e os aliados do prefeito Roberto Sobrinho a manifestarem inequívoco interesse em verem esclarecidos os fatos apontados. Pelo contrário, o que se tem observado, principalmente, por parte do petismo, é um jogo de empurra-empurra nauseante, que, aos poucos, vai embrulhando o estômago da sociedade.
 
Na sessão plenária de terça-feira, nas presenças de diretores e técnicos de um dos consórcios, além do Secretário Municipal de Projetos e Obras Especiais de Porto Velho (SEMPRE), Pedro Beber, a vereadora Ellis Regina (PC do B) jogou pesado, ao criticar o pagamento de quarenta mil reais pela perfuração de um poço artesiano. Lamentável, sob todos os aspectos, foram as respostas encontradas pelas autoridades. Beber, coitado, acabou emparedado.
 
Agora, são moradores da localidade de Cojubim que reclamam a conclusão dos serviços de um poço artesiano, como parte das contrapartidas. Por telefone, Arnaldo Souza Lima, membro da Associação dos Moradores do local, afirmou ao colunista que a empresa contratada para executar a obra, deixou-a pela metade. A água que brota do poço tem gosto de ferrugem. Não serve nem para os animais, quanto mais para o consumo humano.
 
Diante de tantos arreganhos, tem-se a impressão de que os serviços compensatórios vêm sendo executados “nas coxas”, sem nenhuma fiscalização por parte do poder público. Parece que não há uma preocupação com a idoneidade das empresas contratadas, muito menos com a qualidade do material usado nos serviços.
 
Depois, o petismo fica procurando chifre em cabeça de cavalo, tentando tapar o sol com uma peneira, com desculpas esfarrapadas, acreditando que todo mundo é otário. Há algo de estranho no ar com os recursos das compensações. Já que a prefeitura de Porto Velho não tem o menor interesse em fiscalizar a aplicação do dinheiro, pois, então, que o faça a sociedade, através de associações de bairros e entidades não governamentais.

MAIS NOTÍCIAS

PRIMEIRA PÁGINA
RONDONIAOVIVO TV
DESTAQUES EMPRESARIAIS
PUBLICAÇÕES LEGAIS
COLUNAS