. Mas o fato é que quem sai na frente no primeiro turno, sempre ganha a parada depois
Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.
Há quem tenha muito medo da Inteligência Artificial, embora não revele nenhum temor de coisas perigosas como os talheres, por exemplo. É possível que a IA logo seja mais um talher, pois apesar do que gente criminosa possa fazer com ela, suas utilidades são imensas – inclusive em benefício da Amazônia.
A empresa ZEG (Zero Emission Goal) dispõe em Roraima de uma torre com 60 metros de altura sobre a qual está acionada uma câmera equipada com IA cuja tarefa é identificar sinais de fumaça. Ao identificar algum foco de incêndio, o equipamento dispara um sinal de alerta para a equipe de controle.
Combater incêndios florestais antes que se alastrem, portanto, é uma utilidade magnífica para a Inteligência Artificial. Para o analista ambiental Marlon Maynard, a IA possibilita a análise de informações complexas relacionadas ao clima, permitindo que governos, empresas e instituições tomem decisões embasadas em dados e antecipem riscos ambientais de forma estratégica, de que a ZEG oferece uma excelente amostra.
“A IA pode processar grandes volumes de dados de satélites e sensores para monitorar padrões climáticos e prever eventos extremos”, diz ele. “Pode prever e otimizar o uso de energia em edifícios, veículos elétricos e indústrias, reduzindo desperdícios e emissões”. Há, pois, um campo imenso para seu aproveitamento em benefício do clima e, por extensão, da humanidade.
Com o difícil desafio de reverter o resultado do primeiro turno presidencial quando o senador Flavio Bolsonaro saiu na frente, o presidente Luís Inácio Lula da Silva se mobiliza com todas as suas forças para o segundo turno. Lula é um verdadeiro encantador de serpentes perante a sua militância e depois da cara de enterro dos amigos mais próximos, dos seus ministros e governadores aliados, já se vê um clima mais otimista para a próxima etapa da eleição. Mas o fato é que quem sai na frente no primeiro turno, sempre ganha a parada depois e o País atravessa uma onda conservadora de Apuí a Chupinguaia, de Bento Gonçalves a Limeira.
Os bolsonaristas estão com sangue nos olhos e já contam com uma vitória consagradora do senador Flavio Bolsonaro a presidência neste segundo turno. Os planos vão desde a prisão dos odiados (pelos adversários de Lula) ministros Alexandre Moraes e Flavio Dino e existem aqueles que até falam em mandar de volta a cadeia em Curitiba o atual presidente Lis Inácio Lula da Silva, além é claro da soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro, através do benefício de uma anistia. Aos poucos o Palácio do Planalto pode ficar se assemelhando ao governo do Rio de Janeiro com entra e sai de governadores presos. É coisa de louco!
Passadas as eleições de 4 de outubro aqueles que foram derrotados estão lambendo as feridas, mas já pensando nas eleições municipais de 2028. Em Porto Velho, por exemplo, se projeta um grande confronto entre o atual prefeito Leo Moraes (Podemos) que acertou nas suas alianças e está com o peito estufado que nem um pombo com a eleição dos aliados, contra o ex-prefeito Hildon Chaves que foi bem na eleição na capital, mas que sucumbiu em todo o interior como já era esperado. Leo elegeu o mano Paulo Moraes Junior a estadual, Hildão não conseguiu eleger a esposa Ieda a Assembleia Legislativa.
Também no interior do estado, aqueles que perderam as eleições estão fazendo suas contas e se preparando para novos embates, depois de muita tristeza. Em Ariquemes onde o deputado federal Rafael Fera caiu do cavalo, ele já está afiando suas garras contra o clã político Redano. Fera está vindo quente e fervendo para conquistar a prefeitura de Ariquemes e refazer sua carreira política. Ainda em Ariquemes foi constatado a decadência do clã Amorim, já que o patriarca da família, ex-senador Ernandes Amorim não se elegeu deputado estadual penalizado por uma votação sofrível.
Favorita até duas semanas atrás, antes da onda bolsonarista - que rolou apenas dois dias antes do pleito - para uma cadeira ao Senado, a deputada federal Silvia Cristina (PP) acabou atropelada pelos representantes conservadores Fernando Máximo e Bruno Scheidt. Está se recuperando do resultado, mas aliados já projetam uma candidatura a prefeitura de Ji-Paraná, onde terá pela frente o prefeito Afonso Cândido a reeleição com apoio do bolsonarismo. Outro político sacudido pelas urnas na capital da BR foi o ex-prefeito Jesualdo Pires que teve grandes avaliações nos seus dois mandatos de prefeito. Jesualdo era cotado para ser um dos mais votados no pleito a Câmara dos Deputados. Também deve entrar na disputa pelo Palácio Urupá, sede da prefeitura local.
Assim como alguns governadores voltaram a refazer suas carreiras políticas se elegendo prefeitos, cito os casos de Valdir Raupp e José Bianco, se projeta que o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) derrotado na eleição estadual, volte a disputar a prefeitura de Cacoal em 2028. Ele elegeu sua esposa Joliane a deputada federal e quando prefeito chegou a contar na reeleição com mais de 80 por cento de aprovação, um recorde estadual. Jovem, Fúria com grande participação nos debates foi mais uma vítima de uma onda bolsonarista e de um plano Cebolinha do seu articulador Expedito Junior, que apoiava dois candidatos distintos ao governo do estado que eram o próprio Fúria e ao mesmo tempo, seu filho Expedito Neto. Se ele e Leoni não sacaram que isto era uma fria, mereceram se lascar!
O Cone Sul rondoniense rachou o eleitorado nos sete municípios polarizados por Vilhena e mais uma vez ficará sem um deputado federal. A região já contou com deputados federais atuantes como Reditário Cassol Arnaldo Lopes Martins e Natan Donadon, mas não tem obtido sucesso na representatividade perante a Câmara dos Deputados. Atualmente o Cone Sul conta com um senador, que é Bagatolli, nenhum deputado federal e reduziu sua presença na Assembleia Legislativa com a derrota da deputada estadual Rosangela Donadon que não obteve a reeleição depois de três mandatos consecutivos.
*** O governador eleito Marcos Rogério (PL) vai ficar de cabelos arrepiados quando assumir e verificar a situação das contas do governo de Rondônia. O coronel Marcos Rocha tem economizado até os trocados dos cafezinhos para pagar em dia o funcionalismo público *** Que Rogério se prepare para um início de governo sacrificado. A situação exige planejamento desde já, a herança é de lascar *** O Acre está elegendo governadora e vice-governadora, voltando ao regime de matriarcado político que já teve o comando da governadora Yolanda Fleming nos anos 80, aquela que invadiu a Ponta do Abunã.
Acesse sua conta do Rondoniaovivo.com e faça seu comentário