PROBLEMAS: Médicos denunciam falta de insumos e equipamentos, aponta levantamento

Maioria das reclamações foi sobre a falta de EPIs

PROBLEMAS: Médicos denunciam falta de insumos e equipamentos, aponta levantamento

Foto: Andreas Mortensen/ Reuters

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou o primeiro levantamento sobre a situação dos médicos no atendimento aos pacientes infectados com o novo coronavírus. Segundo o estudo, foram registradas 17 mil denúncias de problemas com o fornecimento de insumos, equipamentos, incluindo medicamentos e instrumentos de proteção, além de recursos humanos.

As maiores reclamações foram sobre a falta de EPIs (38,2%). Entre estes, foram apontados problemas com a falta de máscaras N95 ou equivalentes (24,6%), avental (22%), óculos ou protetor facial (18,8%), máscara cirúrgica (16,1%), gorro (10%), luvas (4%) e luvas cirúrgicas (3,7%).

Em relação a insumos, os profissionais informaram a ausência de kits de exame para a covid-19, com 29,4% das denúncias; medicamentos, com 21,9%; material educativo, com 18,6%; exames de imagem, com 13,8%; material para uso em unidades de tratamento intensivo (UTIs), com 10,2%; e material para curativo, com 6,1%.

Entre as denúncias apresentadas, 30,8% relataram a falta de álcool em gel; 22%, a de álcool 70%; 19,3%, a de papel toalha; e 17,4%, a de sabonete líquido. O álcool em gel eo  sabonete são os métodos de higienização recomendados para evitar a contaminação pelo vírus.

Recursos humanos

O levantamento também mapeou problemas nas equipes de recursos humanos nas unidades de saúde.

Do total de queixas recebidas sobre o tema, 42% indicaram a falta de equipes de enfermagem, 25,5%, a de médicos, 15,1%, a de equipes de apoio (como limpeza) e 13,4%, a ausência de fisioterapeutas.

Leitos

O CFM também recebeu denúncias sobre problemas relacionados a leitos. Do total de reclamações sobre o tema, 39,3% tratavam de dificuldade de acesso a leitos de UTI para adultos; 32%, a leitos de internação para adultos;17,6%, a leitos de UTI para crianças e adolescentes; e 11,1%, a leitos de internação para crianças e adolescentes.

Método

Os dados foram levantados por meio de uma plataforma disponibilizada pelo Conselho Federal de Medicina para receber denúncias de problemas nas condições de trabalho por profissionais da categoria. Segundo o  CFM, 1,5 mil trabalhadores enviaram denúncias pelo sistema.

Distribuição

O custeio de medicamentos, insumos e equipamentos é responsabilidade das autoridades de saúde nas três esferas. Conforme o painel de insumos do Ministério da Saúde, até a semana passada, tinham sido encaminhadas a estados e municípios 28,1 milhões de máscaras cirúrgicas, 35 milhões de luvas, 13,9 milhões de sapatilhas e toucas, 2,5 milhões de máscaras N95, 2 milhões de aventais, 563,6 mil frascos de álcool em gel, 207,2 mil óculos e protetores faciais.

Sobre os testes, o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, informou, em entrevista no Palácio do Planalto, que haviam sido disponibilizados 3 milhões de testes. Segundo Macário, agora o momento é da segunda fase, para a qual está previsto o encaminhamento de sete milhões de testes de laboratório (PCR) e 9,5 milhões de kits para exames sorológicos.

Até o fim do ano, a previsão é chegar a 46 milhões realizados. De acordo com o representante do Ministério da Saúde, 128 mil exames ainda estão em processamento.

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