RECORRENTE: Golpe da falsa videochamada bancária faz vítimas e causa prejuízos elevados

Com as imagens capturadas, os golpistas utilizam a biometria facial para burlar os sistemas de segurança dos aplicativos bancários

RECORRENTE: Golpe da falsa videochamada bancária faz vítimas e causa prejuízos elevados

Foto: Freepik

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Criminosos estão utilizando a tecnologia de videochamadas para aplicar um novo tipo de golpe financeiro no país, explorando a biometria facial das vítimas para autorizar empréstimos e transferências indevidas. O alerta vem, após casos recentes com prejuízos significativos.
 
De acordo com os relatos, o golpe começa com uma ligação informando que a conta bancária estaria sendo alvo de fraude. Em seguida, os criminosos dizem que um “gerente do banco” fará contato para auxiliar na suposta regularização. Na etapa seguinte, ocorre uma videochamada: a vítima ouve a falsa gerente, mas não a vê ou vê uma imagem manipulada enquanto a câmera do celular grava seu rosto em tempo real.
 
Com as imagens capturadas, os golpistas utilizam a biometria facial para burlar os sistemas de segurança dos aplicativos bancários, autorizando operações financeiras sem o conhecimento do titular da conta. Em muitos casos, a fraude só é percebida dias depois, quando o prejuízo já está consumado.
 
O alerta feito de entidades bancárias reforça que bancos não solicitam reconhecimento facial por videochamadas em aplicativos como o WhatsApp. Qualquer pedido para olhar fixamente para a câmera, piscar ou realizar movimentos faciais deve ser encarado como sinal de golpe. A recomendação é desligar imediatamente e procurar os canais oficiais da instituição financeira.
 
Especialistas em segurança digital destacam que, com a popularização da biometria, o rosto passou a funcionar como uma “senha” de alto valor. Por isso, a orientação é evitar atender videochamadas de números desconhecidos, desconfiar de contatos urgentes e jamais realizar procedimentos de segurança fora dos aplicativos oficiais dos bancos.
 
Como se proteger
 
• Não atenda videochamadas de números desconhecidos.
• Desconfie de ligações que criam senso de urgência.
• Nunca faça reconhecimento facial por WhatsApp ou outros mensageiros.
• Em caso de dúvida, contate o banco pelos canais oficiais.
 
A divulgação de informações e alertas é apontada como fundamental para conter o avanço desse tipo de crime digital.
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