O levantamento mostra ainda que o padrão de deslocamento varia conforme a região e o porte do município
Foto: Divulgação
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Ir e voltar do trabalho faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Esse trajeto diário influencia diretamente o tempo disponível, a qualidade de vida e o bem-estar da população. Pela primeira vez, o Censo Demográfico 2022, divulgado pelo IBGE, apresentou um retrato detalhado de como os brasileiros se deslocam para o trabalho.
Para quem pensa que ônibus é o preferido, se engana. Os dados chamam atenção: o automóvel é o principal meio de transporte utilizado no país. De acordo com o levantamento, 32,3% da população ocupada utiliza carro para chegar ao local de trabalho, confirmando a forte dependência do transporte individual no cotidiano brasileiro.

Em seguida, aparecem os meios coletivos. 21,4% dos trabalhadores utilizam ônibus, evidenciando a importância do transporte coletivo, especialmente nos grandes centros urbanos. Um número considerável de 17,8% se deslocam a pé. Já 16,4% utilizam motocicleta, um número expressivo que reflete tanto a busca por agilidade no trânsito quanto a expansão desse meio em cidades médias e pequenas.
Rondônia conta com uma frota expressiva de motocicletas. Levantamentos apontam que o estado ultrapassa 458 mil motos registradas, o que o coloca entre as unidades da federação com maior proporção de motocicletas por habitante no país. Esses veículos já correspondem a cerca de 40% a 50% de toda a frota circulante em Rondônia, evidenciando a forte presença das motos como principal meio de transporte da população principalmente nos municípos do interior, onde o transporte pública quase não existe.
Não foram divulgados dados sobre o uso de bicicletas para o trajeto de casa ao trabalho. Esse meio de locomoção tem crescido e as cidades precisam se adequar para ampliar as ciclovias e ciclofaixas, garantindo maior segurança para quem circula pedalando entre carros nas ruas agitadas. Em Porto Velho havia um projeto de alcançar 60 km de vias urbanas adaptadas para circulação de bicicletas, no entanto, o projeto não atingiu a meta e o pouco que existe vem sendo subutilizada.
O levantamento mostra ainda que o padrão de deslocamento varia conforme a região e o porte do município. Em áreas metropolitanas, o transporte coletivo mantém maior participação, enquanto em cidades menores o automóvel e a motocicleta ganham protagonismo.
Essas informações estão disponíveis no Panorama do Censo, plataforma interativa do IBGE que permite explorar os dados com mais profundidade. A ferramenta possibilita comparar regiões, analisar perfis populacionais e compreender melhor como o Brasil se move diariamente.
Os números reforçam desafios estruturais da mobilidade urbana, como a dependência do transporte individual, o impacto ambiental e a necessidade de investimentos contínuos em transporte público eficiente e acessível.
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