LEVANTAMENTO DA ANAC: Dados oficiais confirmam Rondônia com a segunda passagem aérea mais cara do país

Solução encontrada por outros estados foi a abertura de concorrência e mais a disponibilidade de mais voos

LEVANTAMENTO DA ANAC: Dados oficiais confirmam Rondônia com a segunda passagem aérea mais cara do país

Foto: Gov RO

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Rondônia aparece como o segundo estado com a passagem aérea mais cara do Brasil em 2025, com valor médio de R$ 1.280, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O custo elevado é atribuído principalmente à baixa oferta de voos e à pouca concorrência entre companhias aéreas que operam no estado.
 
O cenário é semelhante ao de Roraima, que lidera o ranking nacional, com tarifa média de R$ 1.410 praticamente o dobro da média brasileira. Lá, a ampliação de voos já começou a ser anunciada como tentativa de reduzir preços e aumentar a conectividade.
 
A companhia Gol Linhas Aéreas informou que ampliará sua malha em Roraima, com novas rotas e aumento da frequência de voos. Boa Vista passará a contar com duas decolagens semanais sem escalas para Manaus a partir de abril, além de ampliação das frequências para Brasília. A empresa também anunciou expansão de 120% na oferta de voos e assentos no estado.
 
Enquanto isso, em Rondônia, passageiros continuam enfrentando tarifas elevadas, especialmente em rotas com saída de Porto Velho. o segmento de agências de viagens e usuários frequentes apontam que a limitação de horários e a dependência de conexões contribuem para encarecer ainda mais as viagens. Empresas aéreas nunciaram novos voos para Rondônia, mas sem efeitos em redução de preços.
 
A comparação com Roraima reacende o debate sobre a necessidade de ampliar a concorrência aérea em Rondônia, seja por meio de incentivos estaduais, redução de custos operacionais ou atração de novas companhias. A lógica de mercado é clara: onde há mais oferta e disputa por passageiros, os preços tendem a cair.
 
Sem mudanças estruturais, Rondônia deve continuar figurando entre os estados com as tarifas mais altas do país, penalizando tanto o turismo quanto o ambiente de negócios. As queixas ficam muito restritas e pontuas, sem ações efetivas que possam resolver o impasse.
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