RESISTIU AO ATAQUE: Filho de Ali Khamenei é cotado para ser o novo líder do Irã

Mojtaba é visto como possível sucessor do pai pela Assembleia de Peritos; informação ainda não foi confirmada pelas autoridades iranianas

RESISTIU AO ATAQUE: Filho de Ali Khamenei é cotado para ser o novo líder do Irã

Foto: Reprodução/redes sociais

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Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo do Irã, o  aiatolá Ali Khamenei, está sendo apontado como o principal candidato à sucessão do pai após a  morte dele em um ataque realizado pelos Estados Unidos e Israel no último sábado (28). 
 
De acordo com relatos da emissora Iran International, Mojtaba já teria sido escolhido pela Assembleia de Peritos como o próximo líder supremo da República Islâmica, embora essa informação ainda não tenha sido confirmada oficialmente pelas autoridades iranianas. 
 
Fontes também indicam que o anúncio sobre a nomeação de Mojtaba foi adiado por temor de que ele pudesse se tornar alvo de novos ataques dos Estados Unidos e de Israel, em meio ao atual clima de confrontos militares entre os países. 
 
Ainda segundo a agência de notícias Fars, Israel teria atingido um prédio em Qom, um dos principais centros religiosos e políticos xiitas, onde a Assembleia de Peritos deveria se reunir para definir o novo líder, mas o local estava vazio no momento do ataque. 
 
Quem é Mojtaba Khamenei?
 
Mojtaba Khamenei, de 56 anos, é o segundo filho mais velho do ex-líder supremo. Embora seu nome ganhe maior destaque agora, ele já era há anos mencionado como um dos potenciais sucessores dentro do círculo de poder iraniano. 
 
“Mojtaba Khamenei, filho do antigo Líder Supremo Ali Khamenei, atua há muito tempo nos bastidores de Teerã, construindo laços profundos com a Guarda Revolucionária Islâmica e consolidando influência dentro da estrutura de poder do regime. Ele é amplamente considerado um dos arquitetos da repressão do regime”, disse o Dr. Eric Mandel, diretor da Rede Política e de Informação do Oriente Médio (MEPIN) ao Iran International.
 
Durante a Guerra Irã-Iraque na década de 1980, Mojtaba serviu no Batalhão Habib, uma unidade militar ligada à Guarda Revolucionária, composta majoritariamente por voluntários, e participou de combates importantes, o que também contribuiu para o seu reconhecimento dentro das forças mais leais ao regime.
 
Ele também atuou dentro do Gabinete do Líder Supremo, servindo como um guardião e articulador de poder em torno de seu pai.
 
Exigências religiosas e controvérsias
 
A Constituição iraniana determina que o Líder Supremo deve ser um especialista reconhecido em jurisprudência islâmica e possuir elevado status religioso. Embora Mojtaba Khamenei tenha formação nos seminários de Qom e tenha estudado com importantes estudiosos conservadores, ele não detém o título de aiatolá nem é visto como uma das principais autoridades clericais do país.
 
Ainda assim, o histórico político da República Islâmica mostra que, quando há convergência entre as principais lideranças do regime, interpretações mais flexíveis dos critérios formais podem prevalecer.
 
Como o líder é escolhido
 
A Assembleia de Peritos é composta por 88 clérigos eleitos a cada oito anos em votações nacionais. Todos os candidatos devem primeiro ser avaliados pelo Conselho dos Guardiães quanto às suas qualificações religiosas e políticas.
 
Cabe à Assembleia eleger, supervisionar e, em tese, destituir o Líder Supremo caso considere que ele não esteja apto a exercer o cargo. Na prática, porém, o órgão tem mantido apoio público contínuo à liderança vigente.
 
Quando ocorre a sucessão, os membros se reúnem a portas fechadas para discutir os nomes cotados, examinar qualificações e realizar a votação. A escolha é definida por maioria simples. Se nenhum candidato atender plenamente às exigências constitucionais, os integrantes podem optar por alguém que considerem capaz de exercer a função com base em sua liderança e influência política. As discussões são sigilosas, e o resultado só é divulgado após a decisão final.
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