CULTURA: Documentário ‘AmarElo’, de Emicida, é uma verdadeira aula de história

O filme traz as referências negras do Brasil

CULTURA: Documentário ‘AmarElo’, de Emicida,  é uma verdadeira aula de história

Foto: Divulgação

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
0 pessoas reagiram a isso.

Disponível na plataforma Netflix, o documentário AmarElo – É tudo pra ontem vale a pena ser visto por todos. Dirigido por Fred Ouro Preto, o filme vai muito além do memorável show do terceiro álbum do rapper Emicida no Theatro Municipal, traz a história da cultura negra do país.


O filme já começa relembrando as raízes do racismo estrutural do Brasil, última nação do Ocidente a abolir a escravidão, deixando os ex-escravos a própria sorte e depois estimulando a entrada de imigrantes europeus para o “branqueamento” da população. Mas os negros resistiram.



A filósofa Lélia Gonzalez, o ator e dramaturgo Abdias do Nascimento, a primeira atriz negra da TV brasileira, Ruth de Souza, o conjunto Oito Batutas, que tinha Pixinguinha na flauta, e o compositor Johnny Alf são só algumas das referências trazidas pelo filme.



Em 90 minutos, Emicida narra a história da cultura brasileira com as referências negras seja da poesia, da música ou do teatro, mas também traz a luta antirracista, com participação dos fundadores do Movimento Negro Unificado, que em 7 de julho de 1978 enfrentaram a ditadura militar e ocuparam as escadarias do Theatro Municipal da cidade de São Paulo.



O mesmo teatro que recebeu o show de Emicida, em novembro de 2019. “Muito importante trazer um concerto de rap para cá. Isso aqui é o resultado do sonho coletivo de muita gente. Essa conquista é o que anistia o espírito de quem veio antes de nós e sofreu”, disse na apresentação.



Em meio a cenas do show, de bastidores, de momentos com as filhas, a obra conta como foi a produção do álbum, com participações de Fernanda Montenegro, Zeca Pagodinho, Majur e Pablo Vittar.



Emicida também homenageia uma de suas principais referências, o baterista Wilson das Neves, que tocou com grandes nomes da música brasileira, morto em 2017. “Que maravilha poder entregar flores a quem você admira enquanto eles ainda podem sentir o cheiro delas”, disse o rapper.



E entre o show e o lançamento do documentário veio a pandemia. Como um filme que além de valorizar a cultura negra denuncia o racismo, a desigualdade social e preconceito no país, não podia faltar reflexão sobre esse momento. E como aponta Emicida, foi emblemático que a primeira morte por coronavírus no Brasil tenha sido uma empregada doméstica.

Direito ao esquecimento

MAIS NOTÍCIAS

MÁX BRASIL CAMARGO

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS

Instale o app do Rondoniaovivo.com Acesse mais rápido o site