CENTROS DE ARTES: Instrutores desses espaços fazem manifesto contra decisão do Município

Desde o ano passado o Laio, o Som na Leste e o Jorge Andrade não abrem vagas para pessoas da comunidade. Esses espaços atenderão apenas crianças matriculadas na rede municipal de ensino.

CENTROS DE ARTES: Instrutores desses espaços fazem manifesto contra decisão do Município

Foto: Divulgação

Por decisão da Semed, os centros de artes Laio, Som na Leste e Jorge Andrade passarão a trabalhar unicamente com as crianças do ensino integral das séries iniciais das escolas do Município de Porto Velho, com idade que vai dos 6 aos 10 anos.

 

Por conta dessa medida, desde o ano passado (2023) esses espaços não abrem vagas para a comunidade, como ocorria anteriormente em que beneficiavam crianças e adolescentes da periferia da capital.

 

Os alunos da comunidade que já estavam matriculados, após concluírem o módulo que estão cursando, serão dispensados, segundo a instrutora de Teatro, Isis Braga.

 

 

Ela afirmou ainda que os instrutores estão sem entender também o porquê da Semed não ter aberto edital este ano para preencher as vagas do horário noturno desses centros, uma vez que atende o público adulto e não iria atrapalhar o acesso das crianças do ensino integral.

 

Enquanto não inicia o trabalho com as crianças da rede municipal, os 77 professores que lecionavam nos três centros, estão à disposição do Departamento de Ensino Integral da Semed e atendendo apenas os alunos da comunidade que estão em fase de conclusão do respectivo módulo.

 

Ensino integral

 

Esse novo sistema funcionará da seguinte forma: os alunos que estudam pela manhã tomam banho e almoçam no colégio e em seguida vão de ônibus escolar direto para os centros de artes. Os que estudam à tarde, frequentarão os espaços de arte pela manhã e de lá seguem para escola para tomar banho, almoçar e depois assistirem as aulas que integram o currículo.

 

Outra questão levantada pelos professores é que os instrutores de artes, segundo Isis, são nível técnico, sem habilitados para trabalhar com alunos como se estivesse em uma sala de aula convencional.

 

Evento Batera Day em frente ao Centro de Artes Jorge Andrade

 

“Convém ressaltar, que o ensino de artes nesses centros são diferentes do ensino de artes de uma escola convencional, pois ministramos cursos livres, nível técnico cuja base não é a BNCC e RCRO, como orienta a Semed”.

 

Veja o texto publicado pelos instrutores

 

A classe dos Instrutores de Artes dos Centros de Artes e Culturas de Porto Velho: Jorge Andrade, Laio e Som na Leste, vem expor e esclarecer a população portovelhense sobre alguns fatos ocorridos.

 

Um ponto a ser ressaltado é que a partir desse ano de 2024, nos Centros de Artes, não haverá mais ofertas de vagas via editais para a comunidade em geral nos turnos manhã, tarde, exceto noite, pois a partir desse ano as vagas ficaram exclusivas para o Programa de Educação Integral que é voltado para as escolas da rede pública municipal de ensino.

 

Entendemos que esse Programa é muito importante na vida escolar da criança, porém existem meios de essas crianças obterem acesso à arte na sua própria escola, pois existem verbas destinadas para a contratação de monitores para desempenharem aulas de artes nas escolas.

 

Mas, o que podemos perceber é que a Prefeitura está utilizando dos centros de Artes como um “puxadinho” das escolas das redes, e com isso acabando com a qualidade dos cursos nos Centros de Artes, onde em espaço de poucos anos não teremos profissionais na área musical, teatral ou dança, sendo formada em Porto Velho.

 

Qualidade do ensino

 

Outra preocupação é sobre a qualidade do ensino que será consideravelmente afetada, restando apenas uma vivência nas Artes, pois a partir de então, o ensino será equiparado ao ensino de artes das escolas convencionais, onde o professor não mais precisará ensinar o aluno a tocar violão, por exemplo, e sim uma vivência musical.

 

Convém ressaltar, que o ensino de Artes nesses centros são diferentes do ensino das artes de uma escola convencional, pois ministramos cursos livres, nível técnico cuja base não é a BNCC e RCRO, como orienta a Semed.

 

Cabe destacar que a população portovelhense sempre teve acesso garantido nos Centros, no entanto, essa gestão criou esse entrave! Por isso, querida população reivindiquem seus direitos, os pré adolescente e adolescentes, que são tão vulneráveis, precisam ter acesso à cultura!

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