A Copa, a política e os erros graves – Por Domingues Jr.

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Gigante
 
O país pode ser pequeno. Ter uma população muito menor do que a maioria que estava na Copa. Mas que celeiro de valentes é o Uruguai. Sua história, que começa com o primeiro Mundial em 30, e se agiganta com a vitória inesperada sobre o Brasil em 50, ficou engavetada, acumulando poeira,  desde sua última grande competição, no México em 70. 40 anos depois a Celeste ficou no quase.
 
Lição
 
Mas não foi um quase qualquer. A garra uruguaia teve nuances de drama e tragédia, com pitadas milagrosas. E faltou muito pouco para que se transformasse no milagre de chegar à final, passando pela Holanda. Teve em campo com sobras o que faltou para o Brasil: determinação e força de vontade até o apito final. Ao voltar para casa, com o terceiro ou quarto lugar, o Uruguai retornará com a dignidade do seu futebol resgatada. Pode desembarcar de cabeça erguida.
 
Apostas
 
Já a Holanda venceu sem mostrar o mesmo futebol do segundo tempo contra o Brasil. Com a marcação uruguaia não seria mesmo fácil. Fez seus gols, sofreu no final e está numa decisão novamente. A terceira de sua história. Mesmo sem brilhar contra a Celeste, repete o Brasil de 70: venceu todos os jogos das eliminatórias e todos os jogos da Copa. Engraçado que a única seleção 100% na África do Sul não é considerada favorita para a final. Se bem que, de favoritos a Copa andou cheia...
 
Política
 
A Copa da África deixará pegadas por onde passou. A FIFA, especialmente, tem muita culpa por erros graves do Mundial. Como disse João Palomino, da ESPN, onde botou a mão a FIFA falhou: na escolha da bola, na supervisão dos gramados e na escala dos árbitros e auxiliares. Ravshan Irmatov, do Uzbequistão, apitou Uruguai e Holanda, auxiliado por Rafael Ilyasov,  também do Uzbequistão e Bakhadyr Kochkarov do Cazaquistão; falharam feio. O que já era de se esperar. Tradição também pesa quando o assunto é apito.
 
 
Duelo
 
Espanha e Alemanha. As duas seleções que mantiveram características de grandes clubes e jogadores com identidade nacional. Os germânicos não tem nenhum atleta que jogue fora da Alemanha. Os espanhóis fazem do Barcelona seu modelo e fonte de inspiração. Será um jogo maravilhoso. Quem viver, viverá!
 
 
Direito ao esquecimento

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