Um relatório recente da The Atlantic mostra como o mercado de trabalho nos EUA parece cada vez mais disfuncional.
O caso de Harris é emblemático: candidato com notas quase perfeitas, estágios, trabalho voluntário e disposição para se mudar para qualquer lugar. Depois de se candidatar a 200 vagas, não recebeu nenhuma proposta, e a maioria das empresas sequer enviou uma resposta negativa.
A situação reflete uma paralisia mais ampla na contratação. As folhas de pagamento continuam estagnadas, a busca por emprego já dura em média mais de 10 semanas e a tecnologia criou um ciclo desgastante: o ChatGPT gera currículos, algoritmos os filtram, e as candidaturas acabam sumindo em um vazio digital.
Com 154 mil demissões federais durante o governo Trump e o medo renovado de recessão, são os jovens que mais sofrem. Especialistas sugerem que o networking tradicional pode ser a única saída, mas como resumiu a The Atlantic, para muitos o processo já se tornou um “inferno ao estilo Tinder.”