Comprar por prazer é comum, mas quando o impulso de gastar foge do controle, mesmo sem necessidade ou dinheiro disponível, o comportamento pode ter um nome pouco conhecido: oniomania. Trata-se de um transtorno estudado pela psicologia, caracterizado pela compulsão por compras como forma de aliviar emoções negativas, como ansiedade, tristeza ou sensação de vazio.
Diferente do consumo ocasional, a oniomania não está ligada ao desejo real pelo produto, mas ao alívio emocional momentâneo que o ato de comprar provoca. Esse efeito, no entanto, é passageiro. Pouco tempo depois, surgem sentimentos de culpa, arrependimento e preocupação com as consequências financeiras, o que alimenta um ciclo repetitivo e difícil de romper.
Especialistas explicam que muitas pessoas convivem com esse comportamento por anos sem reconhecer que se trata de um transtorno. Em muitos casos, as compras são feitas de forma impulsiva, seguidas de esconder gastos, acumular dívidas e experimentar sofrimento emocional crescente. O problema tende a se agravar quando o consumo passa a interferir na vida pessoal, profissional e nos relacionamentos.
A oniomania também chama atenção para uma questão mais profunda: nem sempre o consumo está relacionado ao objeto adquirido, mas à tentativa de preencher lacunas emocionais. O ato de comprar funciona como uma estratégia de escape, ainda que temporária, para lidar com sentimentos difíceis.
O reconhecimento do problema é o primeiro passo para quebrar o ciclo. A psicologia aponta que acompanhamento profissional, educação financeira e desenvolvimento de estratégias emocionais mais saudáveis podem ajudar no controle do impulso e na reconstrução da relação com o consumo.