DEVE SER EXONERADO: Pastor comissionado deixa cargo de R$11 mil e caminha ao lado de Nikolas

O servidor da prefeitura de Porto Velho Josinélio Muniz vai responder um PAD – Processo Administrativo Disciplinar

DEVE SER EXONERADO: Pastor comissionado deixa cargo de R$11 mil e caminha ao lado de Nikolas

Foto: Divulgação

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Longe dos princípios que regem cargos pastorais e atentando contra princípios de conduta na administração pública, o pastor Josinélio Muniz apartou dos seus membros e distanciou da função pública que exerce para viver momento de ufanismo na caminhada promovido pelo deputado federal de Minas Gerais, Nikolas Ferreira (PL).  
 
Josinélio Muniz é um conhecido pastor evangélico de extrema direita da cidade de Porto Velho (RO), e também exerce a função de Assessor Especial na Prefeitura da capital e abandonou seu posto de trabalho, sem qualquer justificativa formal, para se unir ao ato público promovido contra decisão do Poder Judiciário que culminou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a mais de 27 anos.
 
 
O pastor Josinélio Muniz é servidor público municipal, ocupante de cargo em comissão, exercendo função administrativa com vantajoso salário base em torno de R$ 11 mil mensais, para o cumprimento de uma carga horária de 40 horas semanais — um compromisso contratual que, à regra da Constituição da República e à luz das Escrituras, teria o dever legal e moral de honrar.
 
Entretanto, o pastor resolveu abandonar tudo, não avisou seu superior e foi de carro participar  de caminhada política em Brasília. Também publicou diversos vídeos em suas redes sociais, nos quais aparece participando da caminhada em defesa de seu “mito”. 
 
Além de não apresentar justificativa pelo abandono do emprego, mesmo recebendo uma remuneração muito acima da média do trabalhador brasileiro, o pastor Josinélio Muniz ainda solicitou, recebeu e agradeceu apoio financeiro de “simpatizantes” da causa por meio de sua chave Pix, reforçando o conceito popular de “viver da fé alheia”.
 
O abandono de posto de trabalho pode culminar na exoneração de Josinélio Muniz, em razão de possíveis infrações legais e contratuais. As faltas deverão ser apuradas, descontadas de seu contracheque e sua permanência no cargo deve ser moralmente avaliada, diante de uma postura que, além de administrativa e juridicamente questionável.
 
Fontes da prefeitura disseram que pastor Josinelio irá ter dias faltosos descontados no mês de fevereiro. Também chega informação de abertura de um PAD – Processo Administrativo Disciplinar
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