Quiosques construídos em frente à Vila dos Ferroviários e ao Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré têm causado impactos negativos à expansão da avenida Farquar, além de se tornarem abrigo para usuários de drogas e moradores em situação de rua. A situação, segundo representantes da comunidade, compromete a segurança local e limita projetos de infraestrutura urbana em andamento.
De acordo com o presidente da Associação dos Ferroviários, George Telles, as estruturas deveriam ser demolidas. Ele afirma que os quiosques não cumprem função social, contribuem para a degradação da área e impedem a ampliação adequada da via. “A retirada dessas construções acabaria com os abrigos de viciados e abriria espaço para projetos urbanos que beneficiariam toda a população”, defende.
Atualmente, a prefeitura realiza obras na região, mas, segundo Telles, os ganhos poderiam ser muito maiores caso os quiosques não existissem. Ele ressalta que as construções são irregulares e foram erguidas em área tombada. “Os quiosques são inúteis, foram construídos em cima de área tombada, fato comprovado por fotos e por laudo da 4ª Câmara Federal de Brasília. Há também informação clara da irregularidade em decisão do TRF1”, afirmou.
As obras dos quiosques foram concluídas no final de 2010 e, desde então, os imóveis permaneceram abandonados e em estado de deterioração. Ao longo dos anos, passaram a ser vistos como um incômodo pelos moradores da histórica Vila Ferroviária, tornando-se pontos de abrigo para usuários de drogas e, segundo relatos, para a prática de assaltos.
Telles também afirma que, à época da construção, houve envolvimento de órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), mas sustenta que, mesmo assim, a irregularidade foi posteriormente reconhecida. Para os moradores e a associação, a demolição das estruturas é vista como medida essencial para a recuperação urbana e a valorização do patrimônio histórico da região.