Um dos prédios icônicos do centro de Porto Velho onde já serviu de residência oficial de bispos e arcebispos será um megaquartel da Polícia Militar. O local também já abrigou o Seminário Maior São João XXIII – que formava padres para a Arquidiocese e, por último, foi sede da Faculdade Católica de Rondônia.
Com isso, a Polícia Militar de Rondônia (PM/RO) tem um novo quartel. O
Rondoniaovivo apurou, nesta quinta-feira (29), que o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), o Batalhão de Policiamento Tático de Ação e Reação ao Crime Organizado (BPTAR), o Batalhão de Polícia de Fronteira e Divisa (BPFRON), a Divisão de Material e a Banda de Música vão dividir o prédio da antiga Faculdade Católica, localizado na Rua Gonçalves Dias, no Centro de Porto Velho.
O contrato nº 1208 foi firmado entre o Governo de Rondônia, a Polícia Militar e a Arquidiocese de Porto Velho em dezembro do ano passado, com vigência inicial de 60 meses. Um ofício obtido pelo
Rondoniaovivo revela o valor mensal do aluguel:
R$ 57 mil. O processo foi realizado sem licitação, por inexigibilidade (quando a competição é inviável).
Fontes informam à reportagem que a iniciativa do aluguel partiu diretamente da PM/RO. Antes, BPChoque, BPTAR e BPFRON dividiam o mesmo quartel, localizado na Avenida Jatuarana, zona Sul da capital. O espaço era insuficiente para as forças. As novas instalações da corporação contêm três pavimentos, um subsolo e amplo estacionamento.
Edifício histórico
FOTO: Construído ao lado da Catedral, prédio também abrigou escola primária / Acervo da Biblioteca do IBGE - Reprodução
O prédio que agora abriga parte da PM/RO faz parte do patrimônio eclesiástico da Arquidiocese de Porto Velho. Antes, a estrutura abrigou o Seminário Maior João XXIII, o Colégio Dom Bosco e posteriormente as instalações da Faculdade Católica de Rondônia.
Como registrou o blog Trilhando a História, do professor Aleks Palitot, a pedra fundamental do edifício foi lançada pelos salesianos em 1935. O português Pedro Renda comandou a construção. O prédio foi construído para atender à ordem religiosa, e funcionava como um colégio-internato e semi-internato. Foi reconhecido como Ginásio Dom Bosco pelo governo federal em 1945.
Apesar da importância histórica, o edifício não é tombado. Segundo informações, a unidade já serviu de Palácio Episcopal onde residiu bispos e arcebispos, entre esses, Dom Moacyr Grechi (1998–2011), Dom José Martins da Silva (1982–1997), Dom Antônio Sarto (1970–1982), e o Dom João Batista Costa (1946–1970).