PLACAS VIRAM SUCATAS: Roubo de placas de carros escancara abandono e insegurança no centro da capital

Estacionar no centro de Porto Velho virou risco de ter a placa furtada por viciados em drogas

PLACAS VIRAM SUCATAS: Roubo de placas de carros escancara abandono e insegurança no centro da capital

Foto: Rondoniaovivo

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O roubo sistemático de placas de veículos estacionados no centro de Porto Velho se tornou a nova face da insegurança que atinge a região e evidencia o silêncio das autoridades diante do avanço da criminalidade. A prática, adotada por usuários de drogas para revenda como sucata, soma-se a furtos, roubos e arrombamentos frequentes, refletindo a falta de prioridade do poder público com a segurança e a ordem no coração da capital. Os marginais tem sido mais eficiêntes do que os poderes públicos. Enquanto a solução é adiada, os vândalos criam novas modalidades de furtos à medida que esgota um fonte. 

 

Comerciantes, moradores e trabalhadores convivem diariamente com prejuízos. Portas, janelas, telhados, fios elétricos e estruturas metálicas são levados sem qualquer pudor. Nada é poupado. Agora, o furto de placas de carros tem se multiplicado, causando transtornos a motoristas que estacionam no centro e, ao retornar, encontram seus veículos irregulares e sujeitos a multas.

 

 

A situação é agravada pela ineficiência da política de acolhimento da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (Semias). A ausência de ações integradas de assistência social, saúde e segurança contribui para a permanência de usuários de drogas nas ruas e para a consolidação de uma cracolândia na região central. O Rondoniaovivo já tentou por diveresas vezes respostas da Semias sobre o problema, mas sempre se esbarrou no jogo de empurra e nenhum responsável fala sobre o assunto. 

 

Outro fator que alimenta o problema é a falta de fiscalização sobre o comércio de sucatas. Segundo denúncias, esses estabelecimentos compram materiais de origem de roubos e furtos — incluindo placas veiculares — sem qualquer rigor, fortalecendo a cadeia da criminalidade e a sensação de impunidade.

 

 

O presidente da Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, George Telles, afirma que já realizou diversas denúncias formais e participou de reuniões com autoridades para alertar sobre o cenário de abandono e insegurança no centro histórico. Apesar disso, segundo ele, nenhuma medida efetiva foi adotada até o momento.

 

Ele soma ao grito desesperado dos comerciantes que tem feito diversos apelos, mas são ignorados pelos poderes públicos, tendo que arcar com os prejuízos e ameaças constantes. “Quem está lucrando com isso? É muito silêncio para um problema recorrente e tão grave que vem sendo escancarado a tempos, sem qualquer providência. Enquanto isso, a cracolândia vai se expandindo no centro”, desabafou Telles.  

 

Enquanto o poder público permanece inerte, o centro de Porto Velho segue refém da criminalidade, com comerciantes acumulando perdas, motoristas inseguros e a população cobrando, sem resposta, ações concretas para restabelecer a segurança e a ordem na região.

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