PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS: Moradores do Caladinho reclamam de descarte irregular de água de pet shop

O descarte de água servida na rua pode render infração ambiental e punição conforme o Código de Postura do município

PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS: Moradores do Caladinho reclamam de descarte irregular de água de pet shop

Foto: Miro Costa

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Moradores da Rua Curitiba, no bairro Caladinho, em Porto Velho, procuraram o jornalista Miro Costa neste sábado (14) para denunciar um problema que tem causado transtornos na região. Segundo relatos, um pet shop localizado nas proximidades estaria despejando água proveniente do serviço de banho e tosa diretamente na rua, gerando mau cheiro e possíveis danos à infraestrutura do local. O asfalto foi afetado, causa incômodo aos comerciantes, além de incomodações a vizinhança. 



Jurandir Machado de Araújo, de 69 anos, morador da Rua Curitiba, esquina com a Rua Nova Iorque, e proprietário do Bar Piauí, afirma que a situação tem prejudicado seu estabelecimento e afastado clientes. Ele relata que a água despejada exala um odor forte e desagradável, o que tem provocado reclamações frequentes.

Proprietário do Bar Piauí Jurandir Machado de Araújo

De acordo com Jurandir, ele e sua esposa já estiveram duas vezes no pet shop para tentar resolver a situação de forma amigável, mas o problema persiste. “Nossa intenção não é prejudicar ninguém. Queremos apenas que tomem as medidas necessárias, porque a situação está causando transtornos”, afirmou.



O comerciante conta ainda que, além do odor intenso, a água estaria escorrendo pela rua e danificando o asfalto em frente ao seu estabelecimento. “Já observei buracos se formando na via. Inclusive coloquei pedras e até preparei barreiras de areia para tentar conter a água, mas ela ultrapassa tudo”, relatou.



Jurandir também destaca que o cheiro forte, possivelmente causado por produtos utilizados nos banhos dos animais, chega a causar dores de cabeça durante a madrugada. “Por volta das três da manhã o odor é muito forte. Parece cheiro de produto químico ou shampoo”, disse.



Frequentador do bar, Paulo Sérgio, de 73 anos, também reclama do problema. Segundo ele, o despejo constante de água tem causado desconforto aos clientes que frequentam o local para momentos de lazer.

 

Paulo Sérgio é morador do bairro



“Essa água escorre diariamente, principalmente pela manhã e à tarde. O cheiro incomoda muito quem está aqui e também está danificando o asfalto no cruzamento da Rua Curitiba com a Rua Nova Iorque”, afirmou.


Outro cliente do Bar Piauí, Robson Loubaka, de 40 anos, relata que a situação tem prejudicado a permanência dos frequentadores no local. Segundo ele, muitas pessoas procuram o bar após o trabalho para jogar sinuca e relaxar, mas acabam incomodadas com o mau cheiro.



“O odor é muito forte, lembra dejetos e urina de animais. Isso acaba atrapalhando até quem está consumindo alimentos. Alguns clientes já deixaram de frequentar o local por causa disso”, afirmou.



Os moradores pedem que a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) realize uma fiscalização no estabelecimento para verificar a situação e encontrar uma solução.


Especialistas alertam que o descarte irregular de água servida em vias públicas é proibido por lei. A água proveniente de serviços de banho e tosa contém sabões, shampoos, produtos químicos e pelos de animais, devendo ser direcionada obrigatoriamente para a rede de esgoto sanitário.


O despejo desse tipo de resíduo em ruas, sarjetas ou galerias pluviais pode causar contaminação ambiental, danos à infraestrutura urbana e riscos à saúde pública, além de favorecer a proliferação de doenças.



De acordo com a Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, o descarte irregular de resíduos pode configurar crime ambiental, sujeito a penalidades como multas e outras sanções.



Diante da situação, moradores e frequentadores do Bar Piauí aguardam uma ação das autoridades competentes para avaliar o caso e garantir que as normas sanitárias e ambientais sejam cumpridas.

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