OLHO VIVO NO SENADO: Rondônia não pode errar nas escolhas

OLHO VIVO NO SENADO:  Rondônia não pode errar nas escolhas

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O calendário eleitoral avança e, com ele, cresce a responsabilidade do eleitor rondoniense diante de uma decisão que ultrapassa interesses locais: a escolha dos dois próximos senadores da República. Não se trata de um voto comum. O Senado é a instância onde se discutem os grandes temas nacionais, onde se enfrentam crises institucionais, se avaliam autoridades cometendo excessos, se molda o rumo do país. Ali, a palavra tem peso, a argumentação exige preparo e a atuação cobra densidade política e estofo intelectual.
 
É nesse ponto que acende o alerta. Rondônia não pode se dar ao luxo de enviar à Câmara Alta nomes despreparados, sem trajetória consistente, sem domínio mínimo do debate público e sem compromisso real com o trabalho legislativo. O mandato de senador não comporta improvisos nem figuras que se escondem atrás de sobrenomes alheios, discursos rasos ou da incapacidade de sustentar ideias com clareza. Quem não domina o vernáculo, quem tropeça na própria argumentação e não demonstra capacidade de formulação, dificilmente conseguirá defender os interesses de um estado inteiro diante das grandes pautas nacionais.
 
A avaliação da atual bancada, para muitos observadores, já acendeu sinais de frustração. Falta presença mais qualificada, coragem, protagonismo e firmeza em debates decisivos. Isso pesa  e pesa caro. Rondônia precisa de vozes respeitadas, que ocupem a tribuna com autoridade, que compreendam a complexidade dos temas e que tenham preparo para dialogar em alto nível com o restante do país.
 
As duas vagas em disputa não podem ser tratadas como prêmio político, trampolim eleitoral ou espaço para experiências. São posições estratégicas que exigem maturidade, conhecimento, equilíbrio e compromisso público. O eleitor precisa olhar além da popularidade momentânea, além das redes sociais e além de promessas fáceis. É preciso investigar histórico, capacidade de articulação, coerência e, sobretudo, preparo intelectual.
 
O recado é direto: voto mal dado no Senado não se corrige facilmente. São oito anos de mandato. O custo de um erro pode ser longo e profundo. Rondônia precisa escolher homens e mulheres de respeito, com densidade, com trabalho comprovado e com a capacidade de honrar o peso institucional que o cargo exige.
 
Em 2026, mais do que nunca, será preciso votar com consciência e vigilância. Porque, no Senado, não há espaço para improviso  e muito menos para um representante, oco, vazio, mal-ajambrado.
 
É tempo de reflexão!
 
Amém!
 
*O autor é jornalista, advogado e apresentador do Programa A VOZ DO POVO da Rádio Caiari, FM, 103,1.
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