O uso prolongado de celulares, computadores e tablets tem contribuído para o aumento dos casos da Doença do Olho Seco, condição que pode comprometer a saúde ocular e a qualidade de vida quando não tratada. O alerta faz parte da campanha Julho Turquesa, que busca conscientizar a população sobre os sintomas e a importância do diagnóstico precoce.
Segundo o oftalmologista Bernardo Cavalcanti, do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), a redução da frequência das piscadas durante o uso de telas favorece a evaporação da lágrima, enquanto fatores como ar-condicionado, poluição, estiagem, envelhecimento, alterações hormonais, lentes de contato e alguns medicamentos também aumentam o risco da doença.
Os principais sintomas incluem ardência, sensação de areia nos olhos, vermelhidão, visão embaçada e lacrimejamento excessivo. O especialista alerta que o uso indiscriminado de colírios para retirar a vermelhidão pode agravar o problema e mascarar outras doenças.
Sem tratamento adequado, a enfermidade pode evoluir para inflamações na córnea, úlceras e até perda da qualidade da visão. Entre as medidas preventivas estão a regra 20-20-20 — fazer pausas de 20 segundos a cada 20 minutos olhando para um ponto a cerca de seis metros —, piscar com frequência, manter boa hidratação e procurar avaliação oftalmológica ao surgirem os primeiros sintomas.
O tratamento varia conforme a causa e pode incluir colírios lubrificantes, medicamentos anti-inflamatórios e tecnologias como luz pulsada intensa e dispositivos para desobstrução das glândulas responsáveis pela produção da camada oleosa da lágrima. Segundo os especialistas, reconhecer precocemente os sinais é essencial para evitar complicações e preservar a visão.