IMPACTO AMBIENTAL E ALIMENTAR: Mortandade de peixes volta a atingir o Lago do Cuniã e preocupa ribeirinhos

Fenômeno se repete pela segunda vez em julho e ameaça a segurança alimentar e a renda das famílias da Reserva Extrativista do Lago do Cuniã

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Moradores da Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, no distrito de São Carlos, em Porto Velho, voltaram a registrar uma nova mortandade de peixes, reacendendo a preocupação com as condições ambientais da região.
 
O episódio ocorre poucas semanas após um evento semelhante registrado no início de julho, indicando que o problema pode estar se tornando recorrente.
 
A nova ocorrência foi observada neste final de semana.
 
O possível choque térmico é apontado como uma das hipóteses para explicar a morte dos peixes, embora os moradores afirmem que ainda não é possível descartar outras causas, como algum tipo de contaminação ambiental.
 
A repetição do fenômeno tem gerado apreensão entre as comunidades tradicionais da reserva, que dependem diretamente da pesca para garantir a alimentação das famílias e a geração de renda.
 
Segundo os moradores, cada novo episódio reduz a disponibilidade de pescado, afetando uma das principais atividades econômicas da região.
 
Além das perdas imediatas, a população teme que a sucessão de eventos comprometa a reprodução das espécies e provoque impactos mais duradouros no equilíbrio ecológico do lago.
 
 
Falta de resposta dos órgãos ambientais
 
Lideranças da Reserva Extrativista afirmam que já solicitaram a atuação de órgãos públicos ligados ao meio ambiente e à proteção ambiental para realizar estudos técnicos e monitoramento da qualidade da água.
No entanto, relatam que ainda não receberam resposta ou o início de qualquer investigação de campo.
 
A ausência de análises laboratoriais e de monitoramento ambiental impede que a população tenha uma explicação científica para os episódios e dificulta a adoção de medidas capazes de evitar novas ocorrências.
 
Os moradores defendem a realização de uma força-tarefa envolvendo instituições ambientais, universidades e centros de pesquisa para identificar as causas do problema e propor ações de preservação da fauna aquática.
 
 
Preocupação com a segurança alimentar
 
Para os moradores da Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, a situação ultrapassa a questão ambiental.
 
A pesca representa a principal fonte de proteína e de renda para dezenas de famílias, tornando a repetição dos episódios uma ameaça direta à segurança alimentar e à economia local.
 
Enquanto aguardam uma resposta das autoridades, os ribeirinhos convivem com a incerteza sobre a continuidade do fenômeno e cobram uma investigação urgente que permita identificar as causas da mortandade e garantir a preservação de um dos mais importantes ambientes aquáticos da região do baixo Madeira.
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