Virou caso de polícia esta semana, a compra de passagem de ônibus, feita por uma idosa na rodoviária de Vilhena. A mulher de 62 anos, que estava a passeio em Vilhena, foi até o guiche da empresa Gontijo adquirir o bilhete para sua cidade de origem: Vinhedo, no interior de São Paulo.
O valor original da passagem seria de R$ 600,00, mas com o desconto previsto em lei para passageiros idosos, o preço caiu para em R$ 312,59, que seriam pagos no cartão de débito. Quando o funcionário da agência foi tentar fazer a transação em uma maquininha, o equipamento não funcionou.
Após explicar que a máquina estava sem sinal, o atendente disse que passaria o cartão em outra, informando que, com esta mudança, haveria a cobrança de uma "pequena" taxa. A passageira concordou, imaginando que seria debitado um valor pequeno em seu cartão.
Ao verificar, com a ajuda de uma irmã, através de aplicativo bancário, que haviam sido debitados R$ 502,00 em sua conta, ou seja, R$ 189,41 a mais que o combinado, a idosa se revoltou e questionou o vendedor, que disse que o valor adicional se referia à taxa da segunda máquina, em nome de outra empresa ligada ao comércio de passagens.
Após a própria denunciante lesada acionar a Polícia Militar, uma guarnição foi à rodoviária, e neste momento, o acusado tentou fugir pelos fundos da agência, mas foi contido. Ele tentou explicar a taxa cobrada, mas não convenceu os policiais, que lhe deram voz de prisão.
Após constatar divergências em relação à firma que recebeu o pagamento, o vendedor foi apresentado na Unisp, onde houve o registro da ocorrência.