Morreu no domingo (15), no Hospital Regional de Vilhena, em Rondônia, o ex-vereador Marcos Gudim de Souza, conhecido como Marquinhos Bacana, aos 56 anos. Ele faria 57 anos no próximo mês.
Segundo informações, Marquinhos Bacana estava internado desde o mês passado após sofrer mais um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O ex-parlamentar enfrentava dificuldades de fala e de mobilidade em decorrência dos problemas de saúde.
Trajetória em Vilhena
Nascido em Barra do Bugres, no Mato Grosso, Marcos Gudim de Souza chegou a Vilhena com a família em 1975, quando tinha seis anos de idade.
Antes de ingressar na política, trabalhou como vendedor de picolés e participou da Guarda-Mirim. Ainda jovem, tornou-se conhecido na cidade como comerciante de veículos, atividade na qual ganhou destaque no setor.
Atuação política
Marquinhos Bacana foi eleito vereador de Vilhena nas eleições de 1996 pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Na ocasião, recebeu 505 votos, sendo o segundo candidato mais votado daquele pleito.
Ele exerceu mandato na Câmara Municipal de Vilhena entre os anos de 1997 e 2000.
De acordo com o livro Tribuna Livre, do escritor Júlio Olivar, que aborda a história do legislativo municipal, Marquinhos Bacana participou, na década de 1990, de movimentos ligados a ocupações de áreas urbanas na cidade.
Segundo a obra, ele colaborou com ações de moradores sem-teto que buscavam a regularização de terrenos na região do bairro Bela Vista. O nome do bairro, conforme o relato, teria sido sugerido por ele durante o processo de ocupação.
Prisão no final do mandato
Ainda segundo o livro, o ex-vereador enfrentou dificuldades no final de seu mandato parlamentar. Em 2000, ele foi detido após denúncia apresentada pelo Ministério Público relacionada a um caso envolvendo suposto consumo de drogas e acusações de abuso sexual ocorrido em sua residência.
Marquinhos Bacana permaneceu 47 dias preso na carceragem da Polícia Federal. Após o período inicial, também ficou detido em Porto Velho e na Casa de Detenção de Vilhena.
Em declarações registradas posteriormente, ele afirmou que foi preso sem provas que confirmassem as acusações.
Durante o período final do mandato, o então vereador chegou a participar de reuniões da Câmara Municipal sendo conduzido por escolta policial.
Após cumprir a pena, decidiu concluir o curso de Direito em 2010 no Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná. Depois disso, não voltou a disputar cargos políticos.
Velório e sepultamento
O velório de Marquinhos Bacana está previsto para começar às 8h desta segunda-feira (16), na Capela Mortuária de Vilhena.
O sepultamento está programado para ocorrer às 16h no cemitério da cidade.