NOITE DE CONFUSÃO: 'Boy da Balada', o portão amassado e a 'Espanha' que não resolve

Entre xingamentos e tiradas de sarro, disparou que o Brasil é um “país de merda” e desafiou os policiais a encontrarem o agressor.

NOITE DE CONFUSÃO: 'Boy da Balada', o portão amassado e a 'Espanha' que não resolve

Foto: Ilustrativa

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​Quem nunca foi curtir uma festa, conheceu um "Miguel" misterioso, levou o cara pra casa e acabou com a cerca elétrica destruída, uma mordida na testa e uma crise existencial sobre a segurança pública internacional? Pois é, essa é a rotina de quem decide misturar balada, desconocidos e manobras duvidosas de carro.

 

​Uma ocorrência policial registrada na madrugada de sexta-feira (02), no bairro Cidade Verde 4, em Vilhena (RO), entregou tudo o que um bom roteiro de comédia dramática precisa: romance relâmpago, prejuízo material, revolta patriótica e uma pitada de ilusão europeia.

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​Tudo começou quando a vítima, uma jovem de 25 anos visivelmente animada pelos efeitos do álcool, resolveu curtir a noite nas proximidades de um posto de combustíveis. Foi lá que ela cruzou com o cidadão que se apresentou como “Miguel”.

 

​Entre uma bebida e outra, o clima esquentou, a sintropia bateu e ela decidiu fazer a clássica boa ação da madrugada: convidou o ilustre desconhecido para continuar a festa no conforto do seu apartamento. De carona em um carro branco da firma (afinal, o moço trabalhava), os dois seguiram para o condomínio, onde tiveram relações consensuais e pacíficas.

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​O castelo de fardos desabou na hora da despedida. Ao tentar manobrar o veículo para ir embora, o tal de "Miguel" conseguiu a proeza de estampar o carro contra o portão e a cerca elétrica do condomínio, deixando um rastro de destruição e estragos materiais.

 

​Foi o suficiente para o clima de romance virar uma praça de guerra. Durante a discussão acalorada que se seguiu, a dona do apartamento apareceu para conferir o barulho, registrou fotos do veículo, que por sinal era emplacado em Sonora (MS) e pertencia a uma empresa e o casal trocou farpas. No meio do fogo cruzado, a jovem acabou levando uma mordida na testa.

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​Quando a Polícia Militar chegou para atender a denúncia de violência doméstica, a confusão mudou de patamar. Irritada com a situação, a jovem decidiu descontar a raiva nos agentes da lei. Entre xingamentos e tiradas de sarro, disparou que o Brasil é um “país de merda” e desafiou os policiais a encontrarem o agressor.

 

​A resposta da guarnição foi no nível da paciência monástica: explicaram à moça que, para achar alguém, a polícia geralmente precisa de um mínimo de dados como o nome verdadeiro da pessoa, por exemplo. Detalhe crucial que ela ignorava totalmente, já que só conhecia o rapaz pelo apelido romântico da balada.

 

​Para coroar a noite de revolta, a moradora ainda mandou aquela clássica frase de efeito: afirmou que morava na Espanha e que, na Europa, as coisas funcionam de outro jeito. Resta saber se lá na Espanha os príncipes encantados costumam sumir sem deixar nome e quebrar portões de graça.

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No fim das contas, o "Miguel" continua desaparecido, o portão ficou amassado, a testa ganhou uma lembrança nada carinhosa e a jovem ficou com a certeza de que o algoritmo das baladas de Vilhena precisa urgentemente de uma atualização.

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