POTENCIAL: Revitalização de orlas urbanas ganha destaque no país e aponta caminhos para PVH

Projetos de requalificação de áreas à beira de rios têm ganhado protagonismo

POTENCIAL: Revitalização de orlas urbanas ganha destaque no país e aponta caminhos para PVH

Foto: Divulgação

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
2 pessoas reagiram a isso.
Projetos de requalificação de áreas à beira de rios têm ganhado protagonismo no Brasil ao transformar espaços históricos em polos de convivência, turismo e desenvolvimento econômico. Em diferentes regiões do país, experiências bem-sucedidas mostram como a integração entre patrimônio, lazer e atividade econômica pode mudar a dinâmica urbana. Em Porto Velho, esse movimento encontra paralelo no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, marco zero da capital, maior representante da história do estado de Rondônia e um dos principais símbolos da ocupação da região Norte do Brasil, que já se consolida como um dos principais pontos de circulação de pessoas do estado, com potencial de expansão.
 
Casos recentes ajudam a dimensionar esse potencial. Em Porto Alegre, o Cais Embarcadero, inaugurado em 2021 em antigos armazéns portuários às margens do Guaíba, ocupa uma área de cerca de 20 mil metros quadrados e reúne 38 operações entre gastronomia, esporte e lazer, com acesso gratuito ao público. O espaço recebe mais de 3 milhões de visitantes por ano e se consolidou como um dos principais pontos de encontro da cidade. Mesmo após enfrentar a cheia histórica do Guaíba em 2024, que causou danos à estrutura, o complexo foi restaurado e retomou suas atividades após 195 dias de reestruturação, reforçando seu papel como ativo urbano relevante.
 
 
No Norte do país, a Estação das Docas, em Belém, também se tornou referência nacional ao transformar uma área portuária em um complexo turístico e cultural. Com cerca de 32 mil metros quadrados, o espaço reúne restaurantes, bares, áreas culturais e programação contínua, sendo um dos locais mais visitados da capital paraense e um dos principais indutores do turismo local.
 
 
Potencial presente
 
Em Porto Velho, o Complexo Madeira-Mamoré reúne características semelhantes. Localizado às margens do rio Madeira, o espaço combina patrimônio histórico, paisagem natural e capacidade de atração de público. Com uma média aproximada de 100 mil visitantes por mês, o Complexo é o principal ponto turístico da capital e um dos maiores polos de circulação de pessoas do estado.
 
Nos últimos anos, o local passou por melhorias e pela concessão, o que garantiu um ambiente mais organizado, com avanços na limpeza, manutenção e segurança, ampliando o fluxo de visitantes e a realização de eventos culturais e de lazer. O histórico recente também evidencia a resiliência do espaço. Após sofrer impactos de cheias, funcionou de maneira precária e depois permaneceu cerca de cinco anos fechado para obras de recuperação e reestruturação, até sua reabertura em 2024.
 
 
Necessidade de novos investimentos
 
Apesar da consolidação como espaço de visitação, o Complexo ainda apresenta potencial para expansão. A experiência de outras cidades mostra que a revitalização de áreas à beira de rios depende de investimentos contínuos, diversificação de usos e estímulo à ocupação permanente.
 
Em Porto Velho, parte desse avanço esbarra em entraves administrativos. A liberação completa de áreas, especialmente na região mais próxima da orla, depende de autorizações da Superintendência do Patrimônio da União, o que limita a execução de intervenções mais amplas.
 
 
Cais Embarcadero, Porto Alegre - RS
 
Além da melhor utilização dos espaços já existentes, há investimentos em infraestrutura previstos que poderiam ampliar o acesso da população ao Complexo e potencializar sua capacidade de atração. Essas melhorias incluem adaptações estruturais e maior integração com a orla, permitindo novas áreas de circulação e uso.
 
No entanto, em razão desse impasse, essas intervenções ainda não foram implementadas, o que reduz o ritmo de desenvolvimento do espaço em comparação com cidades que já avançaram nesse modelo.
 
 
Impacto no entorno
 
Um dos principais pontos de atenção é a integração do Complexo com o restante da cidade, especialmente com áreas tradicionais do centro. A expectativa é que o fortalecimento do espaço contribua diretamente para impulsionar o comércio da avenida Sete de Setembro, estimular a revitalização do Mercado Central e valorizar outras regiões históricas e comerciais da capital.
 
Experiências como as de Porto Alegre e Belém indicam que projetos desse tipo têm impacto direto no entorno urbano, promovendo aumento de fluxo, geração de renda e dinamização da economia local.
Direito ao esquecimento
Jadson Soares - 08/04/2026 14:36
Sobre a revitalização do Centro, acredito que isso seria um pontapé inicial. Faltam propostas realmente atrativas para reavivar essa região. Penso que, talvez, uma possibilidade seria trazer a UNIR para o centro (agregar Palácio Getúlio Vargas, etc.) e deixar o local atual para alguns cursos específicos. Seria menos deslocamento para a maioria dos graduandos e um impulso comercial na região central.
Jadson Soares - 08/04/2026 14:32
Essa onda de revitalização de orlas pelo Brasil é muito interessante, principalmente porque beneficia a população que mais precisa. Vitória (ES) tem vários projetos nesse sentido atualmente, talvez seja exemplo. No mesmo contexto de ocupação desses espaços, lembro que Porto Velho costumava ter muitos eventos culturais na Praça da EFMM, mas hoje em dia quase não se ouve falar sobre.
Você acha que o Brasil vai ser hexa nesta Copa do Mundo?
Guajará-Mirim gasta R$ 450 mil em show; o que você acha do investimento?

* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!

MAIS NOTÍCIAS

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS