COLUNA: E se não fosse a vacina? - Por Benecdito Domingues Júnior

Neste dia 19 de Janeiro de 2022 Porto Velho relembra que há exatamente um ano a primeira dose de vacina foi aplicada. Uma profissional da área da saúde recebeu a dose que abriu alas para as 729 mil outras aplicadas a partir de então. Mas não foi rápido, nem fácil, nem simples. Num mundo adoecido, o combate preventivo evoluiu em muitos lugares e estagnou em outros tantos. Medo e negação também viralizaram, contaminaram e adoeceram milhões. Doenças outras, filhotes macabros da Pandemia cresceram ainda mais dentro das quatro paredes da quarentena.
 
 
Enclausurados, nos vimos enfraquecer pela depressão, obesidade, ansiedade, transtornos dos mais variados, hipertensão, fobias, medo e outros tantos males cujo glossário médico ainda está para ser escrito e interpretado.
 
 
Embora more numa cidade em que a vacina foi abraçada, defendida e compreendida pela maioria, com campanhas bem sucedidas, é impossível não lembrar dos tantos amigos e colegas que se foram, antes que os aviões com as doses salvadores pudessem descer em solo rondoniense. Gente que daria qualquer coisa por uma dose. Uma segunda ou terceira então? É claro que estavam a fim. Mas o fim antes do esperado não deixou essas histórias com um final feliz.
 
 
Cenários assustadores de uma economia em queda, preços subindo avassaladoramente, hospitais lotados, oxigênio em falta, máscaras na cara, álcool nas mãos, distância regulamentar, o fim do abraço, o ficar em home, um mundo virado em outro em pouco mais de um ano. Nunca mais seremos os mesmos!
 
 
Mesmo assim, processos foram acelerados, a crise se tornou uma chance para muitos, e a ciência conseguiu, apesar de tudo, transformar em líquido injetável aquela que poderia ser a nossa porta de saída; ou de entrada. A vacina acabou chegando. Vidas começaram a ser salvas. A imunização tornou-se realidade, a vida recomeçava a passos lentos. Acompanhada de perto pelas variantes e mutações de uma doença que veio para ficar. Embora sua monstruosidade tenha já encontrado um antídoto.
 
 
Curioso, estranho até, com números tão evidentes e relatos óbvios e claros de vítimas e familiares que ainda choram, que tanta gente não consiga enxergar o logo ali atrás; dia desses, quando o que mais víamos eram cemitérios com valas abertas e milhões pelo mundo, doentes de saudade... sem despedida.
 
 
Então, mediante tamanho cenário, como não levantar a interrogação com a nova pergunta que não quer calar. E ela é título e encerramento deste capítulo: E se não fosse a vacina?
 
 
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twitter: @dominguesjunior
instagram: benidomingues
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