Já que Brasil e Argentina disputam até campeonato de palitinho, seria esperar demais que não estivessem disputando o privilégio de ser o berço dos dinossauros. O Brasil marcou um gol há pouco, ao ser publicada na revista Pesquisa do Cretáceo a notícia, fornecida por geólogos e paleontólogos da Universidade Federal de Roraima, de que, se não foi o berço, pelo menos a Amazônia foi uma região em que eles viveram e deixaram marcas de um trânsito intenso. Com isso, o que era apenas uma teoria veio a ser comprovado na prática das escavações e análises.
Na verdade, tudo que se sabe sobre eles até hoje são algumas teses apoiadas por ralas confirmações. Depois de tantas imagens baseadas em projeções feitas sobre ossadas, que levaram a filmes impactantes, a imaginação humana cria uma realidade igualmente imaginária, mas traçar uma linha do tempo apenas com o que já se tem não passará de uma suposição calcada em licença poética.
Os especialistas de Roraima, ao estudar uma dezena de pegadas da era jurássico-cretácea, fossilizadas em rocha e capturadas em 2011, concluíram que não só havia dinossauros no Brasil, especificamente na Amazônia, como eram muitos, mais do que já se pôde comprovar em outras regiões. No campo das certezas, tem-se que pelo menos seis espécies de dinossauros habitaram a floresta há cerca de 110 milhões de anos. No campo das suposições, que poderiam ser até mais de vinte espécies.
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Eleições 2026
Fazendo as contas sobre as eleições 2026 em Rondônia, constato uma polarização se consolidando para a disputa do Palácio Rio Madeira entre o senador Marcos Rogerio (PL-Ji-Paraná) e o ex-prefeito Hildon Chaves (União Progressista-Porto Velho). Na Assembleia Legislativa, deputados estaduais com boas votações anteriores como Laerte Gomes (Ji-Paraná), Ieda Chaves (Porto Velho), Alex Redano (Ariquemes) e Jean de Oliveira, com bases na Zona da Mata e Porto Velho vão pavimentando a volta para mais um mandato. Já, com relação ao pleito da Câmara dos Deputados, o buraco é mais em baixo e a projeção é de uma enorme renovação.
Os ameaçados
Por vários motivos a renovação na Câmara dos Deputados será expressiva. Primeiramente porque dois deputados federais estão disputando o Senado, casos de Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná) e Fernando Máximo (PL-Porto Velho). Temos parlamentares ameaçados em suas bases, pela falta de eficiência, casos de Rafael Fera (Ariquemes) que era suplente de Lebrão, e Cristiane Lopes (Podemos-Porto Velho) que embora com boa atuação parlamentar foi eleita com votação incipiente e é alvo de predadores afiados na capital rondoniense. Um nome considerado fortalecido para mais um mandato é Lucio Mosquini (PL) na região central.
Na berlinda
Na região amazônica, os senadores largam na dianteira na disputa pelos governos estaduais do Acre, Rondônia e do Amazonas. Casos de Alan Rick (Republicanos -Acre), Marcos Rogério (PL- Rondônia) e Omar Azis (Amazonas). Já, no estado do Pará a vice-governadora que assumiu Hanna Ghassan (MDB), alinhada ao prestigio do ex-governador Barbalho vai mantendo a ponta. Também no Amapá, o MDB vai levando a dianteira no início da jornada, com o Dr. Furlan que conquistou grande prestigio como prefeito de Macapá. É o início da jornada amazônica sempre sujeita a reviravoltas como é o caso de Rondônia.
Tucanos fritos
Observando a situação do PSDB na região Norte é possível avaliar que apenas em Rondônia os tucanos afundaram despenhadeiro abaixo. Senão vejamos; no Acre, o PSDB tem candidatura própria e com boas chances ao governo estadual. No Amazonas o partido tem um senador, Plinio Valério, no Pará o ex-governador Simão Jatene, em Palmas também nomes expressivos. É triste ver um partido que foi tão expressivo em Rondônia, que elegeu prefeitos e governadores, afundar da forma local, virando pó, mais aniquilado ainda que o PT que teve grandes momentos na primeira onda Lula. E agora os tucanos podem ressurgir com a candidatura presidencial de Ciro Gomes.
Apagão e transtornos
O apagão de mão de obra tem causado transtornos em Porto Velho as construtoras e empreiteiras e isto devera ocasionar o encarecimento nos preços na construção civil. O recrutamento de profissionais cada vez mais difícil devido à escassez de pedreiros, carpinteiros, pintores, eletricistas, encanadores, etc. Os supermercados também encontram dificuldades em contratações. A capital está com centenas de vagas para serem preenchidas. Os jovens da geração Z não querem pegar o pesado. Como consequência até a contração de profissionais para pequenos reparos rareou.
Via Direta
***As facções criminosas vão tomando conta da Amazônia, seja nos garimpos ilegais, na extração de madeira, grilagem de terras e também se envolvendo na política. Muita atenção nas eleições de 2026, com candidatos financiados pelas facções *** Trocando de saco para mala: Alguns comunicadores da capital estão envolvidos nas disputas de 2026, como Adilson Honorato (Bandeirantes) e Augusto José (Recorde) para Assembleia Legislativa *** Depois de ensaiar candidatura ao Senado por Rondônia e Amazonas o cabo Dalciolo decidiu mesmo disputar a presidência da República pela sua base eleitoral, que é o Rio de Janeiro ***Porto Velho começa a trabalhar na revisão do seu plano diretor visando atualização e um novo ordenamento da capital e seus distritos.