Mas o mais importante dessa fisiologia dos aromas é uma parte ainda mais sútil, a nossa memória olfativa. A ciência prova que somos capazes de reconhecer mais de 500 aromas diferentes de vinho, em variados níveis de intensidade, mas que nem sempre somos capazes de dar nomes à eles.
Cheiro de lápis de cor
A memória olfativa precisa ser treinada e estimulada. Ela responde bem à isso. Por exemplo, é bem provável que nos lembremos com certa facilidade do cheiro da caixa nova de lápis de cor do período escolar infantil. É um cheiro muito específico,de madeira e grafite que também existe em alguns vinhos e que está impregnado em nosso cérebro por conta de uma lembrança feliz repetida várias vezes.
Com os vinhos nas taças, o ideal é cheirar primeiro a superfície parada do líquido, percebendo quais os aromas do vinho em repouso. Depois agitar a taça e cheirar novamente, para perceber como a mistura do ar no líquido é capaz de modifica-lo, e por fim, agitar a taça novamente e cobri-la com a mão por alguns segundos, inalando em seguida, percebendo assim a concentração de alguns aromas. É importante lembrar que essa inalação não deve ser muito profunda, senão tudo o que perceberemos será o álcool.