EXIBIÇÃO-TESTE: 'Sussurros na Água' promove debate sobre afeto nas relações contemporâneas em Ji-Paraná

Cerca de 30 pessoas compareceram ao Cine Laser, no IG Shopping, para assistir a curta-metragem produzido pela Auá Filmes e dirigido pelo artista cênico e visual Otavio de Sousa

EXIBIÇÃO-TESTE: 'Sussurros na Água' promove debate sobre afeto nas relações contemporâneas em Ji-Paraná

Foto: Artur Nestor / Assessoria

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A exibição-teste de Sussurros na Água, realizada na última sexta-feira (20), no Cine Laser, no IG Shopping, em Ji-Paraná, reuniu cerca de 30 pessoas para uma primeira imersão pública na obra dirigida por Otavio de Sousa e produzida pela Auá Filmes. O encontro foi marcado também por um bate-papo que ampliou as reflexões propostas pelo curta-metragem.
 
Após a sessão, o diretor conversou com o público sobre as diferentes etapas do processo criativo, detalhando desde a construção do roteiro até o trabalho de toda a equipe nas escolhas de encenação, jogo de câmera e iluminação. Sousa também destacou os elementos que aproximam a obra de um registro documental, especialmente pela incorporação de vivências reais à narrativa.
 
Um dos pontos que mais se destacaram na discussão foi a relação retratada no filme entre o diretor e Cristian Velozo, que também estava presente na plateia e foi convidado pelo público a manifestar seu ponto de vista. “Muito do que o texto do Otavio narra no filme são coisas que eu já disse ou que já vivemos”, afirmou.
 
 
FOTO: Artur Nestor / Assessoria
 
O momento também foi marcado por descontração. Ao comentar a repercussão do projeto na imprensa, Velozo contou que chegou a ser questionado se havia participado de um “vídeo pornô”, arrancando risadas do público. A fala faz referência à videoperformance que simula uma relação sexual, mas que, segundo o próprio público que assistiu a exibição-teste, está longe de uma abordagem explícita.
 
As reações da plateia destacaram o tom sensível e poético do filme. “Não vi nada diferente do que é mostrado em novelas com casais heterossexuais”, comentou um espectador. Outra participante reforçou a percepção: “Não vi nada de erótico, e sim poético”.
 
A obra, que parte de uma vivência LGBTQIAPN+, propõe um olhar delicado e honesto sobre as relações contemporâneas, explorando temas como desejo, intimidade e solidão sob a perspectiva de conceitos como “Amor Líquido”, de Zygmunt Bauman, e “Intimidade Sintética”, do psicanalista André Alves.
 
 
FOTO: Artur Nestor / Assessoria
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