A creatina é um dos suplementos mais estudados da nutrição esportiva. Mesmo assim, a grande maioria dos usuários ainda são homens. Estima-se que apenas 5–10% das mulheres suplementam creatina, embora o corpo feminino produza naturalmente quantidades menores dessa molécula essencial para energia celular.
A principal função da creatina é aumentar a produção de ATP, a “moeda energética” das células. Por isso, seus efeitos vão muito além da performance muscular.
Pesquisas recentes sugerem que a creatina pode ajudar mulheres em vários aspectos da saúde:
Função cerebral e cognição – pode melhorar memória e velocidade de processamento mental.
Metabolismo energético celular – especialmente durante flutuações hormonais.
Saúde reprodutiva – tecidos reprodutivos demandam grande disponibilidade de ATP.
Proteção neural – pode reduzir estresse oxidativo em células do sistema nervoso.
Alguns estudos também investigam o papel da creatina na maturação de óvulos e estabilidade metabólica em tecidos reprodutivos, o que pode influenciar fertilidade e saúde menstrual. No entanto, essa área ainda está sendo estudada e precisa de mais ensaios clínicos em humanos.
Além disso, evidências mostram que a suplementação de creatina pode melhorar desempenho cognitivo em situações de alta demanda mental, indicando que seus benefícios não se limitam ao treino.
Em resumo: a creatina é um composto energético usado pelo cérebro, músculos e diversos tecidos do corpo — e pode ser especialmente relevante para mulheres.
Referências científicas: PMID: 39055234; 33800439; 36662145