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Momento Lítero Cultural - Por Selmo Vasconcellos

Por Selmo Vasconcellos

Por Selmo Vasconcellos

04 de Junho de 2020 às 09:20

Atualizada em : 04 de Junho de 2020 às 09:37

Foto: Divulgação

 

DULCINÉA PINAGÉ VASCONCELLOS – Aniversariante do dia. 99 ANOS.

 

Recordando entrevista com DULCINÉA PINAGÉ VASCONCELLOS -  Rio de Janeiro, RJ. Em Porto Velho, RO. Realizada pelo saudoso poeta José Ailton Ferreira “Bahia”, em 4 de Junho de 1993.

 

Amante da arte em geral, prima-cunhada do escritor José Mauro de Vasconcelos, mãe, avó e bisavó. Artista plástica.

 

BAHIA – Em que a senhora ocupa a maior parte de seu tempo?

DULCINÉA – Ainda no curso primário quando havia aula de Desenho, a professora Adalgisa observou e incentivou este meu dom de pintar. Lembro-me de certa vez que ela me pediu uma reprodução da fachada da escola por ocasião de uma exposição de trabalhos artísticos dos alunos. Elogiaram demais a reprodução que fiz. Daí sempre participava dos concursos de desenho, tendo ficado os trabalhos arquivados na escola onde estudava, Escola Getúlio Vargas/RJ.

BAHIA – Quando a senhora teve oportunidade de se especializar na pintura?

DULCINÉA – Não foi de imediato, não. Além de ser um tanto quanto dispendioso, requer tempo e dedicação. Também não tive a pretensão de me tornar uma profissional. Comecei pintando tecido, depois, porcelana, tela, vitrais e espelho.

BAHIA – Que sentido a senhora vê no trabalho que faz?

DULCINÉA – O próprio sentido da vida. Eu viajo enquanto uso os pincéis. É um momento único, sempre diferente de outro que existiu. Estou criando, recriando. A gente se sente capaz de melhorar cada detalhe da obra, daí a busca de novas técnicas; é um verdadeiro e maravilhoso vício.

BAHIA – Cite uma obra sua que seja de sua preferência?

DULCINÉA – Ah, uma tela na qual retratei o pôr do sol no Rio Madeira.

BAHIA _ Qual o tema que se tornou uma constante em suas telas?

DULCINÉA – Sem dúvida nenhuma é a natureza. Muito antes de toda essa onda ecológica eu já havia atentando para a importância dela.

BAHIA – Finalizando esta nossa conversa, o que a senhora tem a dizer às pessoas da 3ª idade?

DULCINÉA – é importante nos sentirmos úteis, descobrirmos um novo sentido pra nossa existência quando idosos.

Muitas pessoas nessa fase se entregam ao tédio. Mas há atividades que podemos desenvolver com prazer, como por exemplo, cultivar plantas, ler bons autores, contar histórias para as crianças, e tantas outras coisas que no momento não me ocorrem a mente.

NOTA DO ENTREVISTADOR :

Dona Dulcinéa, tive a oportunidade de conhecê-la em Ouro Preto do Oeste em 1985 quando ela se encontrava naquela cidade com o seu esposo e grande prosista Sr. Antônio Vasconcellos (Totoca), irmão do escritor José Mauro de Vasconcelos (Zezé) e pai de ninguém menos que o Selmo, companheiro de coordenação  desta coluna (Momento Lítero Cultural)

Uma das coisas que mais me fascinou em Dona Dulcinéa foi a sua alta sensibilidade voltada para as artes plásticas. Ela tem uma imensa capacidade de captar o mundo ao seu redor, uma virtude que só é peculiar aos grandes artistas.

Direito ao esquecimento

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