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SEM ESPECIALIZAÇÃO: Vendedora morre após cirurgia plástica e família denuncia médico por erros

Laudicéia Cristina Reis Galvão, de 34 anos, ficou internada nove meses após realizar hidrolipo com o médico Danilo Dias Ferreira. Neste domingo, a mulher veio a óbito

O DIA

05 de Agosto de 2020 às 08:26

Foto: Divulgação

 Uma vendedora morreu neste domingo, em São Paulo, após realizar uma hidrolipo e ficar internada mais de nove meses em estado vegetativo em função de complicações durante a realização da cirurgia plástica em outubro do ano passado. Ao O DIA, a família de Laudicéia Cristina Reis Galvão, 34 anos, denuncia o médico Danilo Dias Ferreira, também conhecido nas redes sociais como Danilo Said, de cometer erros durante o procedimento estético.
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Segundo Alan Procópio, companheiro da vendedora, a mulher tinha o sonho de fazer a cirurgia no abdômen após a segunda gravidez e depois de pesquisar em grupos na internet escolheu fazer a hidrolipo com Danilo, que tem mais de 53 mil seguidores no Instagram e um grupo dedicado a ele com mais de 14 mil membros no Facebook. "Eu insisti muito para que ela não fizesse. Não tinha necessidade, era coisa da cabeça dela, porém, Laudi era muito vaidosa", conta o motorista de ônibus.
 
Na manhã do dia 26 de outubro, Laudiceia deu entrada em um hospital para a realização do procedimento. "No meio da cirurgia ela teve uma intercorrência com uma parada cardiorrespiratória e afetou muito o cérebro dela pela falta de oxigênio, por mais de 40 minutos", diz Alan.
 
 
Em um áudio, que O DIA teve acesso, o médico dá a notícia para o marido da vendedora sobre o que aconteceu durante a cirurgia plástica. "Teve um intercorrência lá na cirurgia e ela teve uma parada, tentei reverter e tal… Ela está estável, num ritmo normal agora, mas vai precisar transferir para UTI. A ambulância já está vindo. A pior parte assim já foi revertida, nós conseguimos reanimar e ela está estável, mas vai precisar de um cuidado intensivo que a gente não tem aqui", fala Danilo.
 
Alan questiona se na unidade não tinha a infraestrutura necessária para a realização do procedimento porque aquele foi o local escolhido pelo médico. "A transferência para outro hospital é um cuidado extra", frisa o médico.
 
A mulher foi transferida para outro hospital particular de São Paulo. "Lá ela ficou 15 dias entubada e depois colocou uma traque para poder respirar. Pouco tempo depois, Laudi teve uma outra parada cardiorrespiratória que complicou ainda mais o quadro dela", relata o motorista. No dia 2 de dezembro, por causa dos custos, ela foi transferida para o hospital estadual Mandaqui, onde permaneceu internada até este domingo. Ela morreu em um função de uma infecção generalizada.
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