AÇÃO: PF prende mais dois acusados de participar de assassinato de Marielle

Um dos mandados foi cumprido no presídio federal de Campo Grande, onde um dos alvos está detido

AÇÃO: PF prende mais dois acusados de participar de assassinato de Marielle

Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira (9), dois mandados de prisão preventiva contra acusados de participar dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República.
 
Um dos mandados foi cumprido no presídio federal de Campo Grande, onde um dos alvos está detido. O outro foi cumprido na cidade do Rio de Janeiro. Robson Calixto da Fonseca, conhecido como Peixe, e o policial militar Ronald Paulo Alves Pereira, o major Ronald, têm seus nomes ligados às milícias da Zona Oeste do Rio. Enquanto Peixe figura como quem arrecadava valores no bairro da Taquara, Ronald foi apontado como "empreiteiro de construções irregulares" em Rio das Pedras.
 
As investigações dos homicídios, que foram iniciadas pela Polícia Civil e atualmente também estão sendo feitas pela PF, já resultaram na prisão de dois acusados de executarem os assassinatos, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiróz, dos acusados de planejarem o crime, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, e do delegado de Polícia Civil Rivaldo Barbosa que, segundo as investigações, teria tentado garantir que os irmãos saíssem impunes.
 
Também já havia sido preso o bombeiro Maxwell Simões Corrêa, acusado de ajudar na destruição de provas do crime.
 
Robson Calixto da Fonseca (Peixe)
 
O relatório da PF que determinou as prisões dos irmãos Brazão e do delegado Rivaldo Barbosa, em março, cita que Robson Calixto — apontado como quem intermediou a encomenda da morte de Marielle e Anderson — "figura como miliciano em algumas notícias de fato encaminhadas pelo Disque-Denúncia" em 2018. Ele é apontado como o responsável por recolher os lucros do grupo paramilitar na região da Taquara, relatos que o ligavam, de acordo com o documento, a Chiquinho e Domingos Brazão.
 
Assessor de Domingos Brazão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Peixe ainda o acompanhou quando o ex-parlamentar se tornou conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ). Já ao irmão de Domingos, Chiquinho Brazão, Peixe colaborou com R$ 300 na sua campanha para vereador, em 2016. Segundo a PF, foi justamente esse mesmo valor que ele recebeu a título de prestação de serviço.
 
Robson Calixto integrou ainda, entre 2011 e 2015, o quadro societário de uma empresa cujo objeto social era a "construção de edifícios".
 
Ronald Paulo Alves Pereira (major Ronald)
 
Já o major Ronald aparece como a pessoa que informou que Marielle estaria na Casa das Pretas em 14 de março de 2018, data em que foi assassinada no bairro do Estácio, na região central do Rio. Ele teria ligado para Edmilson da Silva de Oliveira, conhecido como Macalé — apontado como intermediário do crime, e executado em 2021. O PM seria responsável por levantar informações da rotina da parlamentar.
 
Preso pela Operação Intocáveis, em 2019, ele foi apontado como responsável pela logística do grupo de matadores Escritório do Crime, para que os assassinatos ocorressem sem vestígios. Segundo Ronnie Lessa disse à PF, major Ronald era "empreiteiro de construções irregulares" em Rio das Pedras.
 
Consequência da Operação Intocáveis, Ronald foi condenado, em outubro de 2021, por integrar organização criminosa nas comunidades de Rio das Pedras e Muzema. Considerado como um dos líderes do grupo, ele foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão.
 
Em 2018, em meio ao momento em que o PM Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha, prestou um depoimento falso à Delegacia de Homicídios — ele admitiu posteriormente que mentiu por querer se vingar do ex-chefe, o miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica — uma denúncia anônima foi feita à DH.
 
A partir de livro do delegado Giniton Lages — ex-titular da Delegacia de Homicídios, alvo de busca e apreensão em março — o relatório da PF cita que, em 27 de abril de 2018, uma pessoa ligou para a delegacia e passou nomes e telefones dos supostos envolvidos na morte de Marielle e Anderson. Na ocasião, os vereadores Marcello Siciliano e Cristiano Girão foram apontados como quem encomendou o assassinado e que eles teriam acionado Curicica. Já Curicica, por sua vez, teria contratado o capitão Adriano e o Major Ronald para o serviço.
 
Na ficha de major Ronald, há ainda a acusação de participação do caso conhecido como Chacina da Via Show, na Baixada Fluminense, em 2003. Em dezembro daquele ano, quatro jovens foram brutalmente assassinados na saída de uma festa. Renan Medina Paulino, de 13 anos, Rafael Medina Paulino, de 18, Bruno Muniz Paulino, de 20, e Geraldo Sant'Anna, de 21, teriam se envolvido numa confusão na casa noturna e acabaram sendo sequestrados por PMs que faziam a segurança do local.
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