As primeiras 72 horas são consideradas críticas, período em que a criança ou adolescente fica mais exposto a riscos extremos
Foto: Freepik
Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.
Mais de 23 mil crianças e adolescentes desapareceram no Brasil somente em 2025, segundo dados oficiais do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O número equivale a cerca de 66 desaparecimentos por dia e expõe uma crise silenciosa e persistente na proteção da infância e da adolescência no país. Mais de 23 mil crianças e adolescentes desapareceram no Brasil somente em 2025, de acordo com dados oficiais do Sinesp.
O recorte mais alarmante está no gênero das vítimas: aproximadamente 61% dos desaparecidos são meninas. Especialistas em segurança pública e direitos humanos afirmam que esse dado revela um padrão de vulnerabilidade associado à violência de gênero, à exploração sexual e ao comércio de pessoas. Em relação a 2024, os registros envolvendo menores de idade tiveram aumento de cerca de 8%, considerando apenas os casos oficialmente notificados.
Embora parte dos desaparecimentos termine com a localização das vítimas dias ou semanas depois, autoridades alertam que nenhum caso deve ser tratado como trivial. As primeiras 72 horas são consideradas críticas, período em que a criança ou adolescente fica mais exposto a riscos extremos, incluindo violência física, abuso e aliciamento por redes criminosas.
Pesquisadores destacam que crimes como o rapto para o tráfico humano raramente são impulsivos. Em muitos casos, há observação prévia da rotina da vítima, identificação de fragilidades e escolha estratégica de momentos de distração. Ambientes movimentados, como praças, feiras, praias e eventos, não garantem segurança quando há descuido momentâneo de adultos responsáveis.
Diante desse cenário, forças de segurança e conselhos tutelares reforçam que a atenção constante da família é uma das principais barreiras contra o desaparecimento infantil. Entre as medidas básicas apontadas estão não deixar crianças sozinhas, nem por instantes; evitar o uso prolongado de celular por responsáveis em locais públicos; e orientar os menores a não conversar com estranhos, nem aceitar presentes ou caronas.
O desaparecimento de crianças no Brasil não é um problema isolado nem restrito a grandes centros urbanos. Ele atravessa classes sociais, regiões e realidades distintas. Ignorar os números não reduz o risco — falar sobre eles, ampliar a vigilância e fortalecer a prevenção pode, sim, salvar vidas.
Os casos suspeitos devem ser denunciados de imediato nas polícias ou através do Disque 100.
Acesse sua conta do Rondoniaovivo.com e faça seu comentário
* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!