Em entrevista ao programa JR Entrevista (Record), o diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo (SNETA), Gilberto Scheffer, alertou para o impacto direto do aumento no preço do querosene de aviação sobre o setor. Segundo ele, o reajuste recente de cerca de 55%, anunciado pela Petrobras, já compromete a viabilidade de operações em diversas regiões do país.
Ao jornalista Yuri Achcar, Scheffer afirmou que o combustível representa a principal fatia dos custos operacionais das empresas de táxi aéreo. Com a elevação abrupta, muitas companhias passam a operar no limite financeiro ou até no prejuízo especialmente em rotas consideradas essenciais, mas de baixa rentabilidade.
“O setor não tem margem para absorver um aumento dessa magnitude. Em muitos casos, ou se repassa o custo o que reduz a demanda ou se suspende a operação”, destacou.
Impacto direto em regiões isoladas
Scheffer chamou atenção para o papel estratégico da aviação de pequeno porte, principalmente em áreas remotas do Brasil, como a Amazônia. Nessas localidades, o transporte aéreo não é apenas uma alternativa logística, mas um serviço essencial para acesso a saúde, abastecimento e mobilidade básica.
Com o aumento do combustível, há risco concreto de redução de rotas e frequência de voos, afetando diretamente populações que dependem exclusivamente desse modal.
Pressão estrutural e falta de previsibilidade
Outro ponto destacado na entrevista foi a ausência de previsibilidade nos reajustes, o que dificulta o planejamento das empresas. Diferentemente de grandes companhias aéreas, o setor de táxi aéreo possui menor capacidade de negociação e menos instrumentos para diluir custos.
Scheffer defendeu a necessidade de políticas públicas que considerem a função social da aviação regional e criem mecanismos de estabilização ou compensação em momentos de alta abrupta nos insumos.
Cenário de risco para o setor
O diretor do SNETA avalia que, sem medidas estruturais, o cenário tende a se agravar. Pequenas e médias empresas, que formam a base do setor, podem ser forçadas a encerrar atividades, reduzindo a oferta de serviços e concentrando ainda mais o mercado.
A entrevista completa está disponível AQUI: