Mesmo após determinação da Prefeitura de Porto Velho para organizar intervenções em vias públicas, uma obra voltou a causar transtornos à população.
Em março de 2025, o município estabeleceu regras claras: cortes em ruas só poderiam ocorrer com planejamento, além da obrigação de reparo em prazo definido para evitar prejuízos à mobilidade urbana. O descumprimento pode gerar multa.
Quase um ano depois, a realidade nas ruas ainda é outra. Moradores continuam enfrentando problemas causados por intervenções mal executadas ou inacabadas.
Na manhã desta terça-feira (15), a situação foi flagrada na avenida Alexandre Guimarães, no bairro Nova Porto Velho. No local, uma empresa contratada pela Secretaria de Estado de Obras e Serviços Públicos do Governo de Rondônia (Seosp) realizou o corte da via e deixou o trecho em condições precárias, com buracos, terra solta e dificuldades para o tráfego cenário descrito por moradores como um verdadeiro “campo de guerra”.
A situação reacende o debate sobre fiscalização e responsabilidade na execução dos serviços. Além de prejudicar motoristas, a condição da via também representa risco para pedestres e comerciantes da região.
O prefeito Léo Moraes destacou que os serviços de manutenção da rede de água são fundamentais, mas precisam seguir critérios técnicos e planejamento para evitar impactos à população.
“O Governo do Estado tem colaborado no diálogo para encontrarmos um caminho eficiente. Todos queremos um serviço bem feito, mas é necessário que a população seja respeitada e não pague a conta por esses problemas”, afirmou.
Apesar das críticas, legislação municipal (como a Lei nº 2.177/2013) permite intervenções emergenciais, desde que sigam procedimentos específicos para garantir o abastecimento de água sem causar prejuízos maiores à população.
Enquanto isso, quem vive e circula pela região segue convivendo com buracos, lama e transtornos aguardando não apenas o conserto da rede, mas também o respeito às regras já estabelecidas.
ERRAMOS: A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal, e é executada por uma empresa contratada pela Seosp, e não pela Caerd, como publicado anteriormente. O conteúdo foi retificado.