Paulo Gracindo, o eterno Bem-Amado - por Humberto Oliveira

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Multimídia bem antes de a palavra ser inventada, Paulo Gracindo brilhou no rádio, no teatro, no cinema e na televisão. Começou como radioator, inclusive interpretando Albertinho Limonta na famosa radionovela "O Direito de Nascer", depois adaptada para a televisão. Atuou também como animador de auditório com um programa que levava seu nome, de enorme audiência e sucesso.
 
Trabalhou no cinema, onde brilhou nas mais diversas produções, entre elas "Terra em Transe", "A Falecida", "Tudo Bem" e outras. No teatro, seu maior sucesso foi a peça "O Preço", cuja atuação rendeu prêmios e reconhecimento. Fez ainda O Santo Inquérito" de Dias Gomes, e Num Lago Dourado" no papel que foi interpretado por Henry Fonda no cinema.
 
O bicheiro Tucão, da novela Bandeira 2
 
 
Inesquecíveis são os tantos personagens e tipos que desempenhou em telenovelas. O bicheiro Tucão, de Bandeira 2, o prefeito corrupto da fictícia Sucupira, Odorico Paraguaçu, na primeira novela produzida em cores no Brasil, no horário das 22 horas, O Bem-Amado — novela que, cinco anos depois do final, virou série com cinco temporadas. Tucão e Odorico são criações de Dias Gomes.
 
O prefeito corrupto de Sucupira, Odorico Paraguaçu. Até hoje os políticos da vida real o imitam
 
 
Impossível esquecer sua interpretação como o coronel Ramiro Bastos, em Gabriela, novela de Walter George Durst baseada na obra de Jorge Amado, grande fã de Paulo Gracindo, seu ator predileto. Outra grande performance foi o boêmio e artista plástico João Maciel, da antológica O Casarão, de Lauro César Muniz. Uma obra-prima da teledramaturgia brasileira. 
 
João Maciel, da novela O Casarão.
 
Destaco ainda o Antenor, de Os Ossos do Barão; padre Hipólito, da segunda versão de Roque Santeiro; Betinho, de Rainha da Sucata" e Quincas Berro d'Água, outro personagem de Jorge Amado.
 
Não poderia finalizar sem mencionar a participação de Paulo Gracindo no espetáculo Brasileiro, Profissão Esperança, de Paulo Pontes. Gracindo dividiu o palco com a saudosa Clara Nunes, ele dizendo textos do jornalista, cronista e compositor Antônio Maria, ela cantando composições de Maria e de Dolores Duran. 
 
Paulo Gracindo no espetáculo Brasileiro: Profissão Esperança
 
A produção o alcançou sucesso de público e crítica, inclusive sendo lançado em disco. Outras versões com Bibi Ferreira e Gracindo Júnior também foram apresentadas; no entanto, o original ainda é o melhor.
 
Para homenagear o pai, o também ator Gracindo Júnior, em parceria com o doutor em teledramaturgia Mauro Alencar, escreveu o livro Um Século de Paulo Gracindo, o Eterno Bem-Amado e o documentário sobre a carreira deste que é um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos.
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