LOTADO: Sem leitos no JPII, pacientes ficam dias à espera de transferência

João Paulo II não consegue absorver a demanda de casos de alta complexidade

LOTADO: Sem leitos no JPII, pacientes ficam dias à espera de transferência

Foto: Reprodução

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Falta de vagas em hospitais públicos da rede estadual na capital rondoniense tornou-se um problema crônico que afeta diretamente a população.
 
Na prática, pacientes atendidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Porto Velho acabam permanecendo por vários dias à espera de uma transferência para uma unidade hospitalar.
 
Principal porta de entrada para atendimentos de urgência e emergência de alta complexidade em Rondônia, o Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II enfrenta dificuldades para absorver a demanda de pacientes encaminhados de todas as regiões do Estado.
 
Com isso, pessoas que deveriam permanecer nas UPAs apenas pelo tempo necessário à estabilização acabam ocupando leitos por dias, aguardando uma vaga na rede estadual.
 
Enquanto a Prefeitura de Porto Velho vem ampliando investimentos, serviços e obras na área da saúde municipal, a falta de leitos e de capacidade hospitalar sob responsabilidade do Governo de Rondônia tem limitado o avanço do atendimento.
 
Como os procedimentos cirúrgicos e os casos de alta complexidade são de competência da rede estadual, o gargalo acaba refletindo diretamente nas unidades municipais.
 
O resultado é a superlotação das UPAs, que passam a funcionar como locais de internação improvisada, reduzindo a capacidade de atendimento a novos pacientes e aumentando o sofrimento de quem aguarda por uma vaga hospitalar.
 
A expectativa é que esse cenário comece a mudar a partir da entrada em funcionamento do Hospital Municipal de Porto Velho, prevista para 2027.
 
Com a realização de cirurgias e internações na nova unidade, a tendência é reduzir a dependência da rede estadual e desafogar a fila de pacientes que hoje aguardam transferência para hospitais do Estado.
 
Texto: Redação
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